14 dezembro 2015

um peão a menos no passeio

Às vezes lê-se nas bicicletas: um automóvel a menos na estrada. Como se as bicicletas se substituíssem aos automóveis, como se aqueles ciclistas fossem antigos automobilistas...
Amigos, sou completamente a favor das bicicletas, mas a verdade é que na maior parte dos casos não há uma opção entre uma coisa e outra. 
Eu acho (não sei, ninguém me disse e também não perguntei) que a maioria dos ciclistas são ex-utilizadores de transportes públicos ou peões.
Pessoalmente, não ando mais de bicicleta porque o percurso casa - escola - trabalho - escola - ginástica - casa, que de carro totaliza uns 50 minutos, talvez chegue à uma hora, de bicicleta transformar-se-iam em 1h50, talvez duas, talvez mais. E por vezes há a guitarra, outros dias outras coisas. Além de que andar com uma criança na estrada é perigoso, pelo que tenho de ir pelo passeio. Indo pelo passeio, é necessário escolher aqueles que permitem pedalar com desafogo nosso e dos peões, o que resulta em caminhos mais longos. Podemos juntar a estes inconvenientes a chuva e o frio, muito irritantes quando põem crianças doentes.
Assim, os dias em que posso sair de casa a pé, são os dias em que posso sair de bicicleta. Daí o título do post.

MAS...

O título é ambivalente, pois também serve à minha queixa sobre as ciclovias no passeio: colocar ciclovias no passeio é uma declaração óbvia de que as bicicletas substituem os peões. E tanto é assim que aqueles com quem os ciclistas mais embirram são os peões nas ciclovias, e os peões com as ciclovias no passeio.
É preciso conduzir as embirrações para lugar certo e, ciclistas e peões juntos, temos de explicar e exigir que se tratem as bicicletas como meio de transporte, exigir o espaço delas na estrada, e rebocar ou atomizar todos os carros em segunda fila para sermos todos felizes!

(mais um queixume guardado que veio ver a luz do dia. vão sendo libertados aos poucos)

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