05 agosto 2015

dúvidas e conclusões

Às vezes pergunto-me se não será tudo de propósito. É possível que seja um acaso que cada vez que há um novo espaço público de lazer, pouco tempo depois um mega qualquer coisa edifica nesse mesmo espaço parte do seu mega projecto?
Lembro-me dois casos. Um o Corte Inglés. Durante anos e anos o grande buraco com tapume esteve ali no alto do parque sem ai nem ui. Nada acontecia. Um dia começaram a arranjar o futuro jardim Amália. Tudo ficou muito bonito e com um parque infantil espectacular na vertente ali ao lado, cheio de bons brinquedos, muitas estruturas, grande e com pouca gente. O que se pode querer mais? Bom, pode-se querer que dure algum tempo. Porque pouco depois vieram as obras do centro comercial, aquela zona ficou dentro do estaleiro e quando os tapumes saíram não havia parque infantil para ninguém.
Agora, na ciclovia que vai do Palácio da Justiça a Monsanto também estava tudo um espectáculo. Nem nunca pensei que se pudesse ir tão rápido de um lado para o outro. Era um belo passeio e tinha-se uma panorâmica da cidade, com o Aqueduto das Águas Livres ao fundo, que dava a ver uma outra perspectiva da cidade. Pois ora bem, nem é tarde nem é cedo para meter aqui uns tapumes, umas retroescavadoras, acabar com o belo passeio e fazer mais uma mega coisa dedicada ao dinheiro.

Lastimei a CML, que cada vez que faz um investimento, vai esse investimento ao ar... Mas? Alto lá! Há projectos, há pedidos de licenciamento, há um inúmero correr de papel agrafado pelas mesas da CML antes de um projecto ser aprovado. E, nesse caso, como poderia haver tanto azar com os timings?!
AH!!!
Então o que concluí é: a CML terá maiores "danos" se o espaço usado para edificar tiver um uso público e nesse caso deve cobrar um qualquer imposto ou indemnização que compensa o pouquinho de alcatrão que leva a ciclovia ou as estruturas de um parque infantil que podem ser usadas noutro lado.Ou seja, assim que há um projecto que englobe uso do espaço público, coloca nesse espaço qualquer coisa para o povo, para depois poder ser indemnizada em grande.
É isto? Ou só mesmo má gestão e venda do espaço público a quem oferece mais?

03 agosto 2015

Vrrum-éummmm!

40 km de bicla para baixo, mais 40 km para cima. Companhia: a superfilha de todas as horas.
Tudo óptimo, com gargalhadas, esforços superados, fotografias e recompensas.
Agora pergunta-me se um dia podemos fazer 50 km. Claro que podemos! Um dia podemos dar a volta a Portugal em bicicleta :) E quem diz Portugal diz o Mundo.