15 junho 2015

Lisboa e o turismo


Num volta de bicicleta pela minha cidade ao domingo de manhã deparo-me com toda uma nova parafernália de meios de locomoção poluidores e barulhentos adoptados por essa espécie migratória que agora chega a Portugal em charters e mais charters: os turistas!
Temos portanto, os tuc-tucs: uma espécie de carrinhos das castanhas que andam lentamente nas subidas, fazem imenso barulho e empatam o trânsito nas zonas históricas da cidade; as vespas, conduzidas em bandos de três ou seis, também pelas zonas históricas, também barulhentas e poluentes; aquela outra coisa onde se anda em pé, silenciosa, mas que só anda em plano; uma espécie de carro-bar-bicicleta onde se bebe enquanto se pedala, frequentada por bêbados britânicos em geral, logo a partir das 10h da manhã que atiram cervejas uns para os outros e tentam acertar com tremoços nas bocarras dos colegas; jipes descapotáveis com meia dúzia de pessoas sentadas atrás que param cada 10 metros para tirar uma fotografia; e ainda uma caleche e seu cavalinho na linha do eléctrico Belém-Cais do Sodré. E claro... as bicicletas!!!
Acho que a cidade não tem capacidade regenerativa para tanta poluição e barulheira. Daqui a pouco, além de impostos sobre os voos low-cost ainda teremos de pagar à Amazónia pela produção de oxigénio...
Torre de Belém: onde o Tejo acaba e os japoneses começam.

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