13 março 2015

De Recife

Após 4 meses e meio de pesquisas no Brasil finalmente encontrei alguma coisa nova, interessante e significativa para as novas informações que pretendo dar ao mundo sobre o meu investigado.
Acontece que este novo documento aponta para a Bahia, essa terra que pus de lado por aparecer apenas numa referência...
De Recife levo uma cidade suja, feia malcheirosa, com imensas possibilidade de ser uma cidade bonita.
Uma amiga brasileira insurge-se contra qualquer pequeno mal que eu aponte à cidade e culpa o Estado por não cuidar da cidade. Ora bem, há que dizer que, além de prédios sujos e cheiro fétido na rua, o que me incomoda é o lixo. O lixo que é deixado por qualquer pessoa que recorre às centenas de vendedores de rua que não tem grande preocupação com a limpeza do espaço que utilizam. O chão está cheio de copos de plástico, saquinhos de plásticos, tigelas de esferovite, latas de bebidas, palhinhas, talheres de plástico, guardanapos de papel, pacotinhos de ketchup e mais qualquer coisa que me devo ter esquecido de enumerar.
Por outro lado, disseram-me que o sistema de saúde daqui é impecável e com óptimas condições e médicos. Talvez o país tenha optado por investir na saúde, e não na limpeza e educação. Não é um mau investimento. Mas não posso achar esta uma cidade bonita.
Se se fizer uma visita de um dia apenas aos pontos turísticos, leva-se uma ideia agradável de uma cidade caricata, com vida (se o passeio for num dia de semana) e até bonita, mas quando uma pessoa precisa de deslocar-se a sítios não turísticos é impossível fugir ao choque. E embora passado 10 dias deixemos de exclamar "Que cheiro horrível!", a verdade é que o continuamos a sentir e ele existe.

Sobre este problema do lixo, poderia ainda falar sobre um tema que anda na minha cabeça e que é "os gatos são os novos ratos", mas fica para outro dia.

E sim, "tem carnaval!"!

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