17 março 2015

Conselho para o ano

Há um ano atrás dei conselhos a mim própria para a próxima meia-maratona. Esqueci-me de me aconselhar sobre estadias no estrangeiro até à véspera.
No calor do Recife não se consegue correr: ou começamos às 5h30 da manhã (e aí tenho de apanhar um autocarro até à beira-mar) ou às 17h30 da tarde, num parque perto de casa com uma pista de 1 km.
Seja a que horas for o suor escorre-me pelo corpo como uma torneira, dos braços vão gotas penduradas que caem com a passada, a t-shirt fica totalmente empapada, o ar que respiro parece não oxigenar e é uma sede imensa a toda a hora.
O que me vale é que passo os dias a andar de um lado para o outro - calcorreio a cidade sob este calor húmido de 36º constantes durante horas a fio, acho até que os dias todos. Demoro mais tempo a chegar às bibliotecas e outros possíveis locais de pesquisa e a caminhar de uns departamentos para outros do que sentada lá dentro a ler ou pesquisar.
Além disso, porque sim, deu-me para as diarreias, cansaço nas pernas e sonolência. Não estou a conseguir fazer a última corrida e com a proximidade da prova já nem posso puxar muito por mim.


Conselho para o próximo ano: fica em casa, Marta.

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