25 fevereiro 2015

mais uma ficha, mais uma volta

Começo a habituar-me: sair de casa, deixar a a filha entregue, preparar a viagem...
Muito menos angústia que na experiência anterior e tudo mais bem preparado e planeado para o tempo render bem.

Retomo o cuidado com a língua: camisola, rapariga, gozar requerem nano-segundos de reflexão antes de serem pronunciados (é preciso atentar no auditório).

O estar no meio de estranhos não me assusta tanto e sei que a possibilidade de fazer o que gosto (correr, ler, ir ao cinema, concertos e teatro) transforma qualquer estrangeiro num local onde me posso sentir bem.

Aguardo com vontade refrescar-me com uma Original ou água de coco.

Conclusão: devia ter feito Erasmus para sentir mais cedo que o Mundo é a minha casa.




05 fevereiro 2015

Passada do prazo

Falta um dia para ficar mais velha. 
Mais um ano que passou. 
Mais um ano que vai passar.
O prazo também já passou. Se não, vai passar.

Infelizmente, não posso dizer que estou feliz com esta constatação dos anos que passam por mim.


02 fevereiro 2015

conselho às orelhas moucas

São 11h da manhã de um dia de semana. O metro chega com três carruagens só. Em vez da possibilidade de lugares sentados, antevejo a necessidade de lutarmos para entrar. Entramos e vamos em pé, aconchegadas aos restantes passageiros até à nossa estação. Ao sair vejo que me enganei na saída, mas assim que ponho a cabeça à superfície, constato que não estou longe daquela queria. Além de que poderia sair ainda noutra intermédia. Já para não dizer que só tendo de atravessar a rua havia mais 4 saídas de metro, sem contar com as outras 4 mais abaixo na avenida.

O que estranho é: se acham que os utentes precisam de cerca de 15 entradas para o metro num quarteirão, como é que podem pensar que três carruagens chegam para esses mesmos utentes?! 

Conselho às orelhas moucas: ponham menos saídas metro (saídas a menos de 10 metros umas das outras são só buracos no chão que impedem a circulação dos peões no passeio) e invistam em mais carruagens.