23 janeiro 2015

um pouco de cultura

Fui ver o Play Loud na Comuna.
Adorei a rapariga mais nova - representa bem, canta lindamente. Cada vez que cantava dava vontade de aplaudir. Devia gravar um disco, ter uma banda, dar concerto!
Também gostei da Cucha Carvalheiro a cantar - muita agressividade, vestia mesmo a personagem da cantante de punk.E depois da "salsera".
O Carlos Paulo parece estar numa brincadeira com os amigos - ri-se e diverte-se durante o espectáculo todo, com o elenco e com o público. Puxa o cómico para o espectáculo (às vezes). 
O rapaz novo teve piada no seu monólogo sobre filmes. Esteve bem no resto, mas na cena com o Carlos parecia estar cada um no seu tipo de registo de representação - o rapaz a ser natural/realista, o Carlos Paulo colocando a voz, fazendo pausas, sublinhando a cada palavra "isto é teatro" com a entoação.
O guitarrista ao vivo dava vida à coisa e tornava tudo melhor.
Sai-se de lá bem disposto!
Mas como a personagem do rapaz novo dizia dos filmes que via "não percebi nada".
(ah, e dispensava o filmezinho porno)

Entretanto estou a poucas páginas de terminar um livro chato: No céu não há limões
Sim, claro, poderia desistir. Porquê continuar a ler se é chato?
É que na verdade começo a ter curiosidade em saber se o Ogre morre no fim, se a Adolescente é boa ou má, quais são os planos deles contra o Padre, que raio faz a serpente na história...
Mais uma noite e terei as dúvidas solucionadas.

22 janeiro 2015

do bom para o mau

Uma pessoa vai com o carro à inspecção depois de lhe ter posto uns pneus novos, umas lâmpadas e escovas e fica feliz porque ele passa sem nenhuma observação: assim começa um dia bom!
Pouco depois uma amiga médica diz-nos para irmos às urgências para termos uma consulta de dermatologia com uma colega dela. Sendo a utilização das urgências para consultas algo que desaprovo, fui, mas envergonhada. No final apenas tive o raspanete por usar as urgências sem motivo e explicaram-me que "existe uma coisa chamada consulta de dermatologia".
Saí de lá mal comigo mesma.
Depois, por uma qualquer falta de lubrificante no carro, ao abrir o porta malas, bati com força com a cabeça na mala do carro. E foi a partir daqui que o dia começou a correr mal: quando dei por mim fundiu-se mais uma lâmpada do carro, bati mais duas vezes com a testa na porta do porta-malas (à terceira fiquei em fúria!) e quando chego a casa oiço notícias de pessoas que ficam 9 horas à espera nas urgências, para me sentir ainda mais culpada e envergonhada por as ter usado.
E, por tão pouco, o dia acaba com uma sensação de frustração, de inutilidade e de vazio.

12 janeiro 2015

Balanço de 2015

Sabemos que as crianças têm uma noção do tempo diferente da nossa.
A Mariana perguntou-me há uns dias o que tinha sido para mim o melhor deste ano. Perguntei "Deste? Ou de 2014?". "Deste", respondeu. Ainda argumentei que não tinha passado tempo nenhum. Insistiu.
Então, o melhor de 2015 foi a passagem de ano.
Saímos do Metro às 23h57. Parecia que havia ameaça de bomba no metro. Tudo corria como doidos para sair dali. Nós corremos também. Chegadas lá acima, o fogo de artifício já estava a dar. Corremos  de mão dada pela Rua da Prata lado a lado, debaixo das iluminações da rua e com o fogo de artifício ao fundo. Quando olhava para o lado via a cara dela a sorrir.



No primeiro dia do ano, descobrimos, com os primos, um tubo gigante que fez a maravilha de miúdos e graúdos: festarola de percussão urbana. Pareciam os Stomp!



10 janeiro 2015

Balanço de 2014


Foi mais um ano banal, com algumas coisas boas.
1) Participação na Meia Maratona pela primeira vez - a prestação foi má, mas pelo menos não desisti de fazer a corrida e, tendo em conta os tempos passados, será certo que na próxima Meia farei melhor.
2) Atribuição da bolsa para fazer pesquisa no Rio de Janeiro - ter ganho a bolsa tendo em conta que era um concurso a nível internacional e para todas as áreas foi muito bom. Dá-me mais confiança a nível profissional/académico e atenua o receio do futuro.
3) Passeios com a Mariana - à Serra da Estrela, a Córdoba e Brasil.

O ano passado não fiz decisões de Ano Novo, a única coisa que constato ter decidido era publicar mais posts no blogue que no ano anterior - Missão cumprida! Tinha os mesmos desejos desde 2010, que não se cumpriram.

Este ano nem decisões nem desejos de Ano Novo...