20 novembro 2014

Salvam-se as árvores

Depois de mais umas experiências decepcionantes com os arquivos e bibliotecas cariocas, derrotada pelo desânimo e pela pesquisa infrutífera, maldizendo os brasileiros, a burocracia e o Rio, resolvi ir a pé para casa, revolvendo, reciclando e inovando discursos imaginários onde questionava os bibliotecários, arquivistas e técnicos, explicava a falta de pesquisa de fundamentos dos seus livros de história... enfim, maldizia tudo galgando os 5km que me afastavam de casa. 
A certa altura uma alça da sandália parte-se, fica lassa e ganho uma bolha no pé. O vento sopra e o pó das obras de todo o lado entra-me nos olhos. Tenho fome. Tudo é mau. Quero o meu país!...
Prossigo nos impropérios contra o Brasil, brasileiros e tudo o que eles inventaram e fazem.
E assim do nada, uma árvore florida à minha frente, interrompe-me a verborreia mental. "Ao menos as árvores são bonitas", constato.
Já nem tudo é mau..

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1 comentário:

gralha disse...

E olha que as árvores são uma coisa mesmo muito importante.