27 novembro 2014

Corcovado

A trilha começa no Parque Lage. Há uma guarita onde deixamos o nome e número de contacto junto com uns guardas que afirma que não há assaltos na trilha há muito tempo.
Dizem que duração é de 1h40 a 2h30. Parte fácil, depois mais difícil, escalaminhada com ajuda de correntes, posso comprar o bilhete para o Cristo e fico com direito a descer na van.
Subo. Tudo muito fechado. Sempre a ouvir-se o barulho dos carros e das pessoas. Árvores, árvores, árvores. ... Ai! Um ruído estranho... Não é nada. Mais árvores. A primeira cachoeira. A segunda cachoeira (com pouca água, tem chovido pouco). A partir de agora é que é mais inclinado (nota-se). Suo como um porco. Cada vez que me cruzo com alguém ponho a t-shirt como deve ser. Um americano ultrapassa-me (se calhar ele é o que faz em 1h40 e eu em 2h30). A certa altura vislumbra-se um pouco de vista. fotografo com os olhos, uma vez que não levei máquina por causa dos assaltos. Subo mais. Cada vez mais suada e com manchas de suor que marcam partes do corpo. E de repente, estrada! Pergunto as horas a uns caminhantes da estrada: três menos vinte, responde um espanhol. Epá, pelas minhas contas até ali foi só 1h10! Que rápida! Subo o resto da estrada até ao Cristo. Pelo caminho vou vendo a vista e fotografando com os olhos. Reconheço várias partes da cidade. Fico orgulhosa.
Chegando lá acima as camionetas descarregam turistas. Os guias gritam "daqui a 45 minutos aqui! Têm 45 minutos para visitar o Corcovado!". Bebo uma cerveja e pergunto as horas (15h30, demorei hora e meia :) é bom!), quero saber onde se compram os ingressos e o preço. O senhor do café chama-me "Portuguesa! Pergunte aquela moço ali!". 11R$ dias úteis, 21 R$ fins-de-semana. Ok. Está tudo estudado. Voltarei com companhia. Talvez subamos a trilha, talvez apenas a desçamos. Acabo a cerveja e começo o caminho de volta.
Na estrada um casal brasileiro faz a subida íngreme de bicicleta. "Vamo! Vamo!" encoraja ele, "Pára de dizer vamo!" responde ela, ofegante.
No início da trilha sou ultrapassada de novo pelo americano. Como já somos conhecidos diz um "hello!" sorridente.
Estou feliz! O Rio é uma boa cidade.
[...]
No final um beija-flor verde esvoaça parado ao meu lado.

2 comentários:

gralha disse...

Isso é que é aproveitar tudo bem aproveitadinho :)

Paula disse...

Bem bom!