16 novembro 2014

A verdade

A verdade é que apesar de sentir saudades da vida de mãe, a vida de solteira também me deixava saudosista de há uns oito anos para cá. São essas saudades que tenho andado a matar. Ainda não morreram por completo
Gosto de acordar à minha hora, conforme o que tenho ou não para fazer, gosto de ir a festivais de cinema, de teatro, ficar na rua a ouvir música, aceitar beber uma cerveja, ver exposições, ir correr, escalar, ao ginásio, bicicleta, ler, trabalhar, almoçar, etc... sempre que me apetece.
Não sofro por estar sem filha - aproveito. Por vezes gostava que aqui estivesse, quando faço ou vejo alguma coisa que penso que ela também gostava. Nem uma lágrima de saudades. Mas quando me perguntam por ela, conto e conto histórias e episódios do que fez, de como é, falo durante mais tempo, e atrás de uma lembrança vem sempre outra.
Não sofro porque sei exactamente em que dia a vou ver, até a que horas, onde. Talvez chore no reencontro, talvez sorria sem parar antes.. Quase de certeza, pouco depois já estarei a ralhar por qualquer coisa...

Entretanto aproveito. Faço uma lista do tudo o que tenho de fazer antes de passar a ser novamente mãe a tempo inteiro: 30 kms de bicicleta para ir a uma praia mais longe, caminhada até ao Corcovado, noitada em Santa Teresa...

(feito: acordar às 5 da manhã para escalar e chegar ao ponto de encontro às 6h00 da manhã, a tempo de ver o sol nascer)

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