21 outubro 2014

Leitura

No Rio também se lê.
 Le fait du prince da Amélie Nothomb. Sobre um homem que quer ser outro. Uma das primeiras vezes que saí à rua para ler. Talvez no segundo dia. Ainda não sabia que nesta praia, Botafogo, não se toma banho porque água é poluída. Em frente, aproveito para namorar o Pão de Açúcar.



 O belo Servidão Humana do Somerset Maugham. Oferecido aos meus pais e trazido para o Rio. 500 páginas de boa leitura. Faz pensar sobre as decisões da vida. o que somos, o que queremos ser e o que queremos mesmo ser. Na praia do Leme.


Cidade solitária do Fernando Namora. Um dos primeiros livros comprados no sebo* - ou 10 ou 3 reáis - uma pechincha! Sempre confundi o Namora com o Amado, por causa destes dois apelidos dados ao amor. São contos a dar para o triste. A cerveja Skol não é grande coisa... Outra vez na praia do Leme.

 Agosto do Rubem Fonseca. Gosto muito do Rubem Fonseca e fiquei contente por este policial se passar durante os últimos dias do Getúlio Vargas. Foi enriquecedor para o meu conhecimento político do país. Também foi agradável reconhecer os nomes das ruas e saber em que espaços se passa a história. Paragem na minha primeira ida para o trabalho de bicicleta - antes de entrar no trânsito parei um bocadinho para ler, enquanto via ao longe uma aula de patins em linha.

 Vidas secas do Graciliano Ramos. Também do sebo com os de cima. Um belo clássico que me fez ir à wikipédia algumas vezes. Para quem não sabe, bolandeira é a máquina que separa o algodão.
Aqui estou a ler na Lagoa Rodrigo de Freitas. Sítio de que gostei muito e achei muito bem frequentado (apesar de ter sabido ontem que há uns dias assassinaram aí um rapaz para lhe roubar a bicicleta). Em frente, o Morro dos Dois Irmãos, que tinha subido há poucos dias.


O livro que ainda leio, O tronco do Ipê do José de Alencar. Um bocado chato. Mas agora acho que o Mário e a Adélia devem estar quase a entender-se. Pelo menos já não faltam muitas páginas.
Aqui estou no Parque Lage, esse belo local de frescura e piqueniques de crianças. Também tem grutas românticas e macacos que levam sacos do lixo para cima das árvores e vão atirando ao chão, e em cima de quem passa, o que não lhes interessa.


* Sebo é o nome que dão aos alfarrabistas/alfarrábios. Bah!....

Sem comentários: