16 setembro 2014

Pão de Açúcar

Queria tanto um amigo para escalar, para realizar o desejo de quando sabia que vinha para cá (escalar o Pão de Açúcar e o Corcovado) que dei por mim, no passeio da Urca a interpelar as pessoas que passavam com uma corda às costas, perguntando como arranjava companhia para escalar, quase implorando que escalassem comigo.
Só recebi cartões de guias de escalada e o conselho de continuar por ali agarrada aos boulders, que alguém haveria de passar e depois seria possível meter conversa.
Assim fiz, meio desacreditada, mas pelo menos treinando um pouco.
Passado um tempo juntam-se dois rapazes. Um com ar de marroquino agarra-se à parede e ali anda para baixo e para cima. Quando também eu começo a fazer alguma coisa diz: não é assim. Começa do outro lado.
Segui o conselho, fui para o outro lado e colocava os pés e mãos onde me dizia. 
Decidi contar-lhe o meu desejo: ir ao Pão de Açúcar caminhando. Propôs logo que fossemos nesse momento. Aceitei, pois há oportunidades que são irrecusáveis.


A caminhada é fácil, embora a estivéssemos a fazer como se fugíssemos de uma onde gigante, com o objectivo de apanhar o casal da frente, que tinha uma corda que poderíamos usar na parte de escalada.

Descansámos, vi a vista, agradeci a sorte que tive, vi a cidade lá do alto, descemos de bondinho até à Urca, depois descemos a trilha, aprendi a saída alternativa quando o portão fecha, combinámos uma cervejinha para a noite e uma escalada para outros dias.

Foi bom!

Passados dois dias, estava de novo a escalar o Pão de Açúcar. Foi muito melhor. Um sossego, uma companhia muito porreira.

Bom demais!

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