18 agosto 2014

Dia 5

Ainda não sei se sou turista ou família afastada.
Não me sinto turista, sinto-me enturmada. Não há coisas verdadeiramente estranhas que desafiem os meus hábitos e costumes*, entendo toda a gente, eles quase sempre me entendem, as novas tecnologias permitem ter a família em casa comigo. Enfim... Acho que ainda nem tive saudades. Mas penso com receio nos próximos meses que aí vêm - as saudades quando se abatem é como uma tempestade tropical - repentina e com brutalidade!





















* A senhora que está sentada dentro do elevador e carrega no botão do andar por nós; os rapazes que põem as compras nos sacos de supermercado; e o facto de os obesos, junto com grávidas, idosos e deficientes, fazerem parte do grupo de pessoas com assento prioritário no autocarro, tudo isto, na realidade, me causa alguma estranheza.

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