25 janeiro 2014

as calças elegantes

As casas elegantes fora adquiridas por necessidade.
Depois de uns tempos de vida informal, a dona das calças começou a entrar num mundo onde a forma de vestir era importante. Nem sempre, mas de vez em quando. Por isso foi necessário comprar umas calças elegantes, que lhe permitissem ter o estilo e a elegância conveniente ao evento. Por os eventos serem poucos e a carteira da dona das calças reduzida, a compra das calças elegantes foi pensada, ponderada entre vários modelos, entre algo que fosse versátil para Verão e Inverno e que não fosse demasiado singular para se notar a repetição da indumentária nas diferentes ocasiões.
Escolheu-se então um modelo que satisfazia todos os requisitos.
Quase todas as calças, elegante ou não, possuem um excesso de comprimento que é necessário rectificar com uma bainha (ou apenas dobrando, quando a elegância não está em jogo). Neste caso, foi estudada uma bainha. Ponderada. 
A ponderação levou a que nas primeiras utilizações se tivesse optado pelo uso de alfinetes, devidamente ocultados, para que a medida da bainha fosse a perfeita, antes de se proceder à costura definitiva. Após a decisão sobre o tamanho da bainha, foi ainda necessário algum compasso de espera até que a dona da calça ensaiasse a costura em roupas informais. Depois de quatro bainhas feitas com relativo sucesso e aprovado o comprimento da mesma,  num frio dia de inverno procedeu-se à marcação da linha de corte. Depois cortou-se... muito mal!

E assim, em menos de um minuto, as calças elegantes transformaram-se num modelo ideal para o Huckleberry Finn, com uma perna desproporcionalmente mais curta que a outra.

Como é fácil perder a elegância...


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