28 dezembro 2013

azar no amor... sorte em quê?

Leio o último post e sinto-me derrotada pelo meu corpo - coxa ainda dói, entalei um dedo que está todo roxo, outras queixas constantes que me dificultam estar ao computador... Enfim, um rol de velhices que me deixa ainda mais triste e zangada com a vida que o habitual. 
Já não basta estar sozinha desde a eternidade, ter sempre dificuldades com dinheiro e instabilidade, saber (preferia não saber mas acho que vai ser assim) que vou morrer daqui a  muito tempo e sem nunca ter vivido um grande amor, ainda tenho que ficar privada de fazer as pequenas coisas que me deixam esquecer esta vida merdosa que tenho? 
Se não me posso ter desejos que são cumpríveis - correr meia hora, uma hora, escalar dois dias por semana - ; ter metas alcançáveis - correr na meia maratona, escalar 6c à frente - , como posso esquecer que aquilo que tanto quero nunca acontece nem vai acontecer.
Se emocionalmente sou um traste, porque é que o meu corpo não me ajuda a não o ser fisicamente.
Acho que não é querer muito...

2 comentários:

gralha disse...

O corpo melhora. E o resto nunca se sabe :)

Alguém disse...

Bom, muitas vezes o físico apenas acompanha a mente, então não da pra tratar eles de maneira isolada.
Trate do emocional também que o corpo começa a responder melhor.
Quanto a estar sozinha desde a eternidade; todos estamos sozinhos. A única diferença é que existem pessoas que disfarçam bem. O jeito é aprender a conviver com a solidão e assim conseguir apreciar a vida solitária a dois.
Gosto muito da meneira como você escreve.