01 dezembro 2013

a minha casa assombrada

Há filmes e histórias nos quais as casas são o grande inimigo dos heróis. Sejam casas assombradas, com vizinhanças desagradáveis, heranças ou outro mal, o resultado é que os seus moradores e donos acabam por lutar com elas numa constante tentativa de as tornarem habitáveis e confortáveis.
Em muitos desses filmes há uma pessoa ou uma família que se muda para essa casa com o objectivo de iniciar uma nova etapa da vida (melhor, sempre) mas que é  dificultada por todas as dificuldades que a casa lhes impõe. 
Alguns filmes acabam com a expulsão ou apaziguamento dos maus- espíritos, outros com a destruição da casa, outros com a sua recuperação impecável. Neste último caso, quando a casa está espectacular e mesmo a pedir para alguém viver feliz no seu interior, por vezes as personagens abandonam-na na mesma com desejo de nunca mais voltar a ela, noutros ficam. Só neste último caso há um final feliz.

Não sei que espíritos malignos e de auto-destruição, comandado por insectos, térmitas e outros seres vivos escavam frestas e buracos por onde entra vento, humidade, chuva, tentando num esforço (ainda inútil...) expulsar-me de casa. A minha casa! Luto incansavelmente contra o mau-estado e procuro erigir neste mesmo espaço o meu lar - quente, confortável, amistoso. 

Não sei como acabará esta história, mas cada dia que passa dou comigo mais recorrentemente a pensar que se ganhasse 300 mil euros no euromilhões comprava uma casa nova e vendia esta.

Ontem venci mais uma batalha arrancando à pancada uma tábua do soalho: descobri a fonte de humidades que achava inexplicáveis, mas ainda não sei como solucionar o problema. Será solucionado, eu sei! Mas que outro problema vai aparecer? É que isto cansa...

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