30 dezembro 2013

... e ainda

E ainda escalei e com genica! :)
Ah, que quanto mais coisas boas há para lembrar, parece que menos coisas más há para esquecer.

28 dezembro 2013

Felizmente...

... consigo andar de bicicleta!

Belo passeio!

azar no amor... sorte em quê?

Leio o último post e sinto-me derrotada pelo meu corpo - coxa ainda dói, entalei um dedo que está todo roxo, outras queixas constantes que me dificultam estar ao computador... Enfim, um rol de velhices que me deixa ainda mais triste e zangada com a vida que o habitual. 
Já não basta estar sozinha desde a eternidade, ter sempre dificuldades com dinheiro e instabilidade, saber (preferia não saber mas acho que vai ser assim) que vou morrer daqui a  muito tempo e sem nunca ter vivido um grande amor, ainda tenho que ficar privada de fazer as pequenas coisas que me deixam esquecer esta vida merdosa que tenho? 
Se não me posso ter desejos que são cumpríveis - correr meia hora, uma hora, escalar dois dias por semana - ; ter metas alcançáveis - correr na meia maratona, escalar 6c à frente - , como posso esquecer que aquilo que tanto quero nunca acontece nem vai acontecer.
Se emocionalmente sou um traste, porque é que o meu corpo não me ajuda a não o ser fisicamente.
Acho que não é querer muito...

10 dezembro 2013

Corpo e Mente

Inspirada na Gralha, também eu vou relatar a última conversa entre o meu Corpo e a minha Mente durante a corrida.


A corrida começou, estava frio, o Corpo queria ficar em casa, mas a Mente ditou que era a oportunidade ideal para correr - a criança estava numa festa de aniversário e havia duas horas para treinar, até podiam correr mais de uma hora se estivessem inspirados.
Mas o Corpo sempre refilou sempre com o frio e lembrou que havia uns emails para enviar e tal. A Mente, firme, achava que aquela poderia ser uma bela corrida: "Até pode ser que comece a correr com vontade outra vez!" pensava ela.
Passados 5 minutos o Corpo diz:
- Dói a anca.
A Mente responde:
- Isso são só desculpas para ir para casa.
- Dói mesmo a anca.
- Desculpas.Daqui a nada já passa.
Na segunda volta o Corpo continuava:
- Dói a anca. E cada vez mais. Se calhar era melhor parar.
- Parar uma ova! Fazemos uns estiramentos e continuamos. Não vou perder esta oportunidade de correr uma hora por causa de uma dorzinha qualquer.
Fizeram uns estiramentos, esticaram a dor o mais que puderam para ver se passava ou melhorava e continuaram a corrida. Mal começaram o Corpo atirou logo:
- Esses estiramentos não deram em nada. Continua a doer.
A Mente, já com alguma noção de que o Corpo tinha fundamentos, negociou:
- Pelo menos três voltas, não saímos daqui sem fazer três voltas. É o mínimo dos mínimos.
- Vais-me lixar... Estou-te a avisar
- Três voltas é o mínimo...
E, a mancar, lá continuaram os dois. 
Na segunda volta a Mente só não parava por birra, porque o Corpo dava grandes mostras de que lhe doía mesmo a anca. Acabou-se a segunda volta e começou a terceira.
- Isto já não dá  mais. Não consigo. Dói muito! - queixava-se o Corpo.
- Pelo menos a terceira volta temos de acabar.
- Ai! Ai! Ai!
A Mente começava a perceber que era impossível continuar. As dores do Corpo eram realmente muitas e relembrava as vezes que não lhe tinha dado ouvidos e de que se tinha arrependido a seguir, tendo de ficar dias sem correr. Ainda assim insistia:
- Vá lá! Estamos a acabar a terceira volta!
- Ai! Ai! Não consigo! Dói tanto! Leva-me para casa! - o Corpo já estava de rastos com dores.
A Mente percebeu que devia ter dado ouvidos ao Corpo. A dor era agora mesmo grande e o Corpo regressou a casa a desejar bengalas, compressas, analgésicos e pomadas milagrosas. Chegados a casa a Mente fez por ele o que pode, mas foi tarde de mais. Já passaram dois dias e o Corpo ainda manca e as dores são bastantes.
A Mente arrepende-se: devia ter dado ouvidos ao Corpo. 

01 dezembro 2013

a minha casa assombrada

Há filmes e histórias nos quais as casas são o grande inimigo dos heróis. Sejam casas assombradas, com vizinhanças desagradáveis, heranças ou outro mal, o resultado é que os seus moradores e donos acabam por lutar com elas numa constante tentativa de as tornarem habitáveis e confortáveis.
Em muitos desses filmes há uma pessoa ou uma família que se muda para essa casa com o objectivo de iniciar uma nova etapa da vida (melhor, sempre) mas que é  dificultada por todas as dificuldades que a casa lhes impõe. 
Alguns filmes acabam com a expulsão ou apaziguamento dos maus- espíritos, outros com a destruição da casa, outros com a sua recuperação impecável. Neste último caso, quando a casa está espectacular e mesmo a pedir para alguém viver feliz no seu interior, por vezes as personagens abandonam-na na mesma com desejo de nunca mais voltar a ela, noutros ficam. Só neste último caso há um final feliz.

Não sei que espíritos malignos e de auto-destruição, comandado por insectos, térmitas e outros seres vivos escavam frestas e buracos por onde entra vento, humidade, chuva, tentando num esforço (ainda inútil...) expulsar-me de casa. A minha casa! Luto incansavelmente contra o mau-estado e procuro erigir neste mesmo espaço o meu lar - quente, confortável, amistoso. 

Não sei como acabará esta história, mas cada dia que passa dou comigo mais recorrentemente a pensar que se ganhasse 300 mil euros no euromilhões comprava uma casa nova e vendia esta.

Ontem venci mais uma batalha arrancando à pancada uma tábua do soalho: descobri a fonte de humidades que achava inexplicáveis, mas ainda não sei como solucionar o problema. Será solucionado, eu sei! Mas que outro problema vai aparecer? É que isto cansa...