14 outubro 2013

tm

Lembro-me do tempo sem telemóveis. Só com telefones fixos. Eu era pequena, mas parece-me que as coisas era mais calmas, que cada parte do dia tinha atenção dedicada às tarefas que propunha e que não andávamos sempre a saltitar entre preocupações com uma coisa e com outra.
No trabalho tinham-se telefonemas de trabalho e quando alguém ligava de casa era qualquer coisa importante. À noite, em casa, geralmente ligava a família. Se íamos passear à tarde, ninguém ligava e o dia era dedicado ao passeio.
O facto de agora a toda a hora nos preocuparmos com coisas diferentes e de podermos estar a trabalhar e responder a um convite para ir a um concerto ou marcar uma consulta, tal com na espera da consulta estamos a resolver questões de arranjo da casa, ou num dia de praia podemos receber um telefonema de trabalho, tudo isto, faz com que por um lado sejamos interrompidos a toda a hora, por outro ao ser multitask , acabamos por também ter mais facilidade em esquecer coisas, porque em todo o lado temos de nos lembrar de matérias muito diversas.  

Ou então sou só eu, que acho que não concentro nas coisas e que me distraio com tudo...

3 comentários:

gralha disse...

Não faço (e quase não recebo) chamadas e também sinto o mesmo. Acho que foi mesmo o mundo que acelerou e a vida de todos que multiplicou exigências.

Alguem disse...

Olá.

Achei muito legal a maneira como você escreve.

Vou entrar sempre aqui para ler, parabéns!

Sobre o texto em questão, a vida era muito mais tranquila antes da difusão dos telemóveis. Parece que ao inves de nos libertarmos cada vez mais o que acontece é o contrário.

mm disse...

Às vezes também parece que o tempo para pensar é mais reduzido, porque como podemos logo responder perde-se um bocado a maturação nas respostas ou perguntas. Estamos sempre a ser solicitados para respostas imediatas e raciocínio torna-se curto.