23 junho 2013

buganvília

A minha buganvília teve as suas primeiras flores. Demorou, mas aconteceu.
Até já tinha pensado que ela nunca teria flores, ou pelo menos este ano, o primeiro que está cá em casa.
De início eram umas folhinhas roxas que deixavam dúvidas sobre se eram flores ou folhas, mas agora não há dúvidas nenhumas.
Espero que para o ano esteja florida como as outras buganvílias que por aí vejo a alegrar lares e terraços.



Linda, não é?

12 junho 2013

fadário - (s.m) Vida trabalhosa, difícil ou com muitos desgostos.

Há os dias em que tudo corre mal, há também as semanas em que tudo corre mal, até o mês em que tudo corre mal, num auge - o ano em que tudo corre mal... Mas eu às vezes parece que tenho a vida em que tudo corre mal.
É porque é uma coisa que se prolonga no tempo, que nunca acaba, em que cada passo dado em frente é o mesmo passo dado para trás, mas com o cansaço acumulado de se caminhar para lado nenhum numa caminhada que não se quer fazer.
Tento, embora não tenha vontade, ir em frente: fazer as grandes coisas que têm de ser feitas, não adiar mais, transpôr a barreira da inércia, cansar-me, estafar-me, perder tempo, deixar outras coisas para segundo plano, para no final conseguir ter a tarefa concluída e olhar satisfeita para a obra realizada. Olho-a um curto momento com satisfação, para perceber pouco depois que afinal não está feita, está falhada. Tanto trabalho em vão, tanto esforço para nada, tanto investimento para o lixo.
É uma luta desigual contra o destino ou o fado ou que quer que seja que me persegue e que me põe sempre na fila mais lenta, que me faz comprar as coisas com defeito, que me magoe quando estou quase a atingir um objectivo desportivo, que se percam os meus impressos, que se enganem na minha morada, que chova nos dias em que planeio actividades na rua...
Não queria muito, só a normalidade de depois de acabar de fazer uma coisa ela ficar concluída.

Também tento lutar contra este mau fadário concretizando as "pequenas coisas" e mesmo essas se atrapalham, transformando a actividade em mais uma acha para a fogueira dos falhanços.

Depois é uma amargura em tudo que me impede de rir as vezes que devia, de brincar o que me apetece, de ser feliz quanto podia.

Com tudo isto nem sei bem qual o melhor remédio/tratamento: inércia ou acção?


10 junho 2013

sobre pensos higiénicos

Este último anúncio a pensos higiénicos "sem odor" deixa-me quase mal disposta.
Supostamente são umas 40 mulheres com o período a usar pensos higiénicos, todas juntas numa sala, de saínhas curtas e a andar e a dançar sempre de perna aberta. E depois fazem aquela coisa horrível que me transtorna o estômago: inspiram com cara de prazer odorífero o cheiro que as mesmas quarenta mulheres menstruadas libertam dos seus pensos higiénicos!!! É nojento!!!

Só mesmo as crianças é que podem ser enganadas por um anúncio daqueles...

E já agora, uma anedota da vida real:
Os anúncios a pensos higiénicos da minha infância apresentavam um penso, em que havia umas coisas grossas que estavam nele (sangue, mas eu não sabia), que depois se tornavam finas.
Um dia, num chuveiro de num parque de campismo, onde eu iria tomar banho, estava um penso deixado a um canto. Vi-o e fui dizer à minha mãe:
- Não quero tomar banho naquele, está ali uma daquelas coisas que servem para as senhoras ficarem com os pêlos mais fininhos.
Naturalmente, a minha mãe não percebeu do que é que eu estava a falar e teve de ver o objecto em si. Foi nesse dia que me foi explicada a menstruação.