02 outubro 2012

passado recente

À procura de um documento word com cerca de 7 anos dei por mim a abrir CD's de documentos que guardei quando o computador em casa dos meus pais foi para arranjar ou que gravei quando fui para a minha própria casa.
São as férias em Galayos, primeira introdução na escalada clássica, onde conheci uma pessoa espectacular que veio a falecer num acidente de montanha. Estamos lá todos: divertidos, cansados, a conhecermo-nos, a escalar vias com 400m e a chegar ao topo e ter cabras a passear ao lado. Fui ao estágio a pensar que ia ficar com dois amigos, mas mal chegámos disseram: Tens de ficar com o Bruno. Um bocado chateada lá fiz a cordada e no final do primeiro dia cantávamos juntos, ainda que afastados pelo que ainda me faltava escalar para chegar ao pé dele, uma música que agora não recordo.
Também estão lá as fotos de Guatemala, Antigua e tantos outros locais da Guatemala onde já nem lembro de ter passado. Antes da viagem tinha comprado uma câmara de filmar e passei o tempo agarrada a ela. Os meus companheiros de viagem fartaram-se de me ver com  a máquina na mão e preocupada por não haver electricidade para carregar a bateria, ou por ter medo de cair à água e estragá-la. Filmei 3 cassetes e editei apenas uma. O meu objectivo era transformar cada cassete de 60 minutos num filme de 25, para dar um total de 1h15, que eu achava suportável. Só editei uma cassete. Nunca cheguei nem aos templos Maias, nem às cascatas, nem, no último dia, o concerto de metal guatemalteco. Primeiro comprei o programa e instalei no tal computador que acabou por ser limpo, depois, quando fui para a minha casa não tinha computador; quando arranjei um computador fui comprar novamente o programa, tive de comprar uma memória e depois de tudo instalado deu-me uma preguiça enorme. Nunca mais editei nada.
Também lá estão planos de uma viagem a Moscovo; as mensagens de correio electrónico de um amigo polaco, Pzremek, que posteriormente reencontrei e com quem nunca mais troquei mails nenhuns (embora ainda tenha um CD de Myslovitz, do qual consigo cantar duas meias músicas); trabalhos do mestrado; o curso de formação de formadores; e Carlos Gardel.
Foi uma altura em que saquei muita coisa da net, havia um programa (ou servidor ou como isso se chama) que era o Satellite (acho..) e era a melhor coisa do mundo: escolhia as músicas que queria, desligava o computador e quando voltava a entrar na net (no tempo que era só por linha telefónica) já lá tinha as minhas músiquinhas. Muita música saquei eu naquela altura! E depois nunca mais. agora não o sei fazer, nem me disponho a aprender.
Enfim, deste regresso a um passado recente, gozo agora o prazer de ouvir a Adios muchachos.

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