28 setembro 2012

Irmã mais nova

A primeira lembrança que tenho da minha irmã mais nova é de quando fomos visitar a nossa mãe à maternidade, depois do seu nascimento. Fui com o meu pai, a minha irmã mais velha e os meus avós. Lembro-me de ficar muito contente de ver a minha mãe, e eu e a minha irmã mais velha deitámos ao lado dela na cama e ficámos radiantes por isso.
Depois foi trazido um bebé pequenino e todas as pessoas olharam para ele. Tiraram-lhe a fralda e tinha um cocózinho pequenino.
Acho que se não fosse o espanto que me causou não só o tamanho minúsculo daquele cocó, como o facto de constatar que os bebés também o faziam, não tinha nenhuma memória tão antiga da minha irmã.
Da pré-primária só tenho memórias da minha irmã mais nova, não da mais velha,o que é estranho, porque a diferença de idades é maior com a primeira. A história de que me lembro melhor não a vou contar aqui, principalmente depois de uma memória sobre cocó.
Agora, de vez em quando, a minha irmã mais nova também me espanta: cresceu muito, é uma adulta nos 30 e já não é mimada. Como a continuo a ver como irmã mais nova fico surpreendida com a sua responsabilidade, a disponibilidade dela para ajudar e a inteligência (é muito esperta, embora o esconda por baixo da timidez).
É uma excelente pessoa, um adulto exemplar, mas eu continuo, instintivamente, a ir buscar a mão dela quando atravessamos juntas a rua . 


1 comentário:

gralha disse...

Adorei este post. O meu irmão também será sempre o meu bebézão, apesar de pegar em mim ao colo :)