16 julho 2012

férias - 1ª parte

Cerca de 10 dias de solteira (sem "mãe" a anteceder o título) e houve um regresso avassalador a esse pré-estado da minha vida actual.
Apercebi-me que a minha filha me faz imensa falta para a minha sanidade mental. Sem ela não consegui trabalhar nada, foi só diversão, diversão, diversão. A cidade está toda em modo de diversão, com concertos gratuitos por todo lado, barraquinhas de cerveja por todo lado, amigos por todo lado e novos amigos no espaço livre.
Foi um regresso ao forrobodó e à vida de estróina, que só foi possível depois de um grande processo de mentalização, em que repetia incessantemente a mim mesma "estou de férias, estou de férias, estou de férias" para afastar o sentimento de desleixo académico.
Compreendi que a vida de boémia não é compatível com outras actividades e que é por isso mesmo que os boémios têm de ter um certo estatuto económico, pois é difícil trabalhar após noites de bailaricos e conversas intermináveis sobre tudo e coisa nenhuma.
No meio de tanta farra noctívaga ainda houve tempo para o desporto: caminhadas, escalada e bicicleta. E devo dizer que foram estas actividades exigentes fisicamente, aliadas a actividades exigentes socialmente que me demoveram totalmente dos estudos.
Hoje, quebrado este pequeno interlúdio, cá voltei às leituras, nets e minutas.

1 comentário:

Paula disse...

Estiveste de férias académicas e férias de ser mãe. Fizeste tu se não bem ao aproveitar ao máximo.