06 junho 2012

alugar casa

A minha irmã tem a casa para alugar. Hoje achei boa ideia mostrar o prédio (não tinha a chave) a uma amiga que tinha divulgado o mail da casa a duas pessoas. Combinámos ir as duas juntas, passarmos pela escola da miúda, depois pela casa e finalizar num gelado.
Como estávamos à porta da escola, resolvi fazer o corta-mato e fomos pelas traseiras. Para além de montes de entulho, cheiro a mijo e dejectos canídeos, apareceu um bêbado/drogado que abraçou a  minha filha e não a largou mesmo quando eu gritei "Larga!". Nem sequer a largou quando lhe comecei a dar murros nas costas. Tentei dar-lhe um pontapé, mas como tinha o portátil, mais um livro de 600 páginas e outros apetrechos, num total de 13 kg ao ombro, não lhe acertei. Além disso, tinha na mão saudável um livro infantil e o casaco da criança, de sorte que apenas com a mão com tendinite e um dedo partido é que lhe consegui acertar, o que pelos vistos não o incomodava muito. Continuei até dizer palavrões. Largou-a e depois olhou-me com cara de porquê-tanto-histerismo ao que eu respondi "Ninguém agarra a minha filha, cabrão" e ele pasmou "Ah, é filha? Julgava que era filho." A minha amiga ficou em choque.
Resultado, acho que a casa perdeu dois interessados.
Moral da história: ao mostrar casas ir sempre pelo caminho principal.

2 comentários:

Paula disse...

Xiii... Não sabia. Que nojo! E que susto, não! Ai, eu... A conclusão é boa, mas fiquei assustada com o que aconteceu.

gralha disse...

Booooolas! (que é para não dizer asneiras)