30 maio 2012

frutas e legumes

Vem aí um novo piquenique do Continente com a esfarrapada desculpa de que estão a incentivar a produção nacional. Mas não estão e estão a enganar as pessoas. No Continente, na secção de legumes, há muitas bandeiras nacionais e imagens de cartazes de "sim aos produtos nacionais", mas quando vamos ver a origem dos legumes apanhamos surpresas extarodinárias com os legumes mais banais: feijão-verde de marrocos, tomate da argentina, batata de frança, pepino quase sempre espanhol e nem sei mais o quê. É incrível!  Quando lá vou, os únicos legumes que consigo trazer costumam ser couves, espinafres, beringelas, nabos, e outras pequenas coisas.
Na fruta é a parvoíce de sempre, que nem sei como persiste, dada a máqualidade da fruta espanhola. E existe coisa mais estúpida que comprar melancias e meloas espanholas?! Não sabem a nada! Têm cores e brilham no escuro (que bonito!) mas não sabem a nada. A única fruta portuguesa são a pêra rocha, alguns tipos de maçã, banana da madeira e cerejas do fundão. Os kiwis portugueses são bons, não vale a pena ir buscá-los à nova zelândia. Quanto às bananas, mangas, abacates, goiaba e etc., naturalmente que não se pode exigir que seja um fruto nacional.
Outra questão sobre a origem dos produtos prende-se com a pegada ecológica: muitos deles vêm de avião e o avião é das coisas mais poluentes que há. A partir do momento em que são produtos facilmente pereciveis é lógico pensar-se que eles vêm de avião (ou então será de barco em arcas frigoríficas, transformando-os em pequenas experiências científicas com aspecto de fruta, sem sabor, que se transformam em lares de bactérias em poucos dias?). Seja como for, é evitar ao máximo comprar produtos de outros continentes.
Querer ser-se saudável comendo legumes e frutas ao mesmo tempo que se mata sem (peso na) consciência um planeta (por sinal o único em que podemos viver)  é paradoxal.
Vá, vamos ser comedores sustentáveis e não acreditar nos cartazes gigantes do continente (ver sempre a origem, que esses maganos querem enganar a malta. É piqueniques e concertos para fazer de conta que a vida é uma festa patrocinada por eles, mas estão a ajudar a enterrar este país).
Sim, porque neste momento de crise, também é importante darmos o nosso contributo ao nosso país de outra forma que não sejam impostos: podemos contribuir para melhor a actividade agrícola incentivando a produção nacional. Desta forma os agricultores, os produtores e os distribuidores terão melhores condições de vida e, cá para mim, um país com um forte sector agrícola é um país muito mais verde, muito mais cheiroso, muito mais bonito.

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