17 maio 2012

emoções

Hoje vi o vídeo Tsunami caught on camera. É horrível, triste - há uma sério de situações dramáticas, de limite, das quais temos conhecimento através dos depoimentos e que nos fazem questionar as nossas próprias acções no mesmo contexto. Não sou capaz de pensar "se eu estivesse lá será que teria achado estranho não haver água e ia-me embora? será que tinha ido espreitar como estava a praia depois da primeira onda? será que me tinha conseguido agarrar a alguma coisa? será que tinha ajudado alguém? será que conseguia não largar a minha filha? como viveria depois de uma experiência assim?". E então começo a imaginar, o mais realisticamente que consigo, mas chega a uma parte que não quero imaginar mais. É demasiado triste. Nem num "suponhamos" vale a pena experimentar certas coisas.

Por vezes apetecia-me ter um leque mais largo de emoções, ter vivenciado momentos para além da banalidade, mas noutras alturas a banalidade é o melhor que há, o mais reconfortante. E uma boa banalidade, quase limitada ao que de mais animal há em nós, é um sonho cor-de-rosa cheio de emoções: crescer, criar família, morrer.

Sem comentários: