14 abril 2012

36

A Primavera está quase a chegar a minha casa: consigo ver os botões de pequenas flores prontas a desabrochar nas minhas kalenchoe (que tiveram ambas de ser cortadas, uma por ataque de formigas outra de “bolor”). Parece que recuperam e que vão florir. Nos coentros Ikea começam também a despontar as primeiras folhas recortadas, mas continuam inodoros.

Em termos de lavoures, consegui terminar a primeira fase das perneiras da sobrinha, mas ainda falta coser e acho que isso será complicado. Ando também com vontade de voltar à máquina de costura.Continuo encantada com o café de mistura moído na loja: uma com 20% café e outra com 50%. Desde que os comprei que o outro, já moído e de pacote, ficou de lado. Quando penso nele quase pressinto uma dor de cabeça.

Nesta entrada na fuga aos produtos mais plastificados desisti do molho bechamel em pacote (é fácil de fazer e sabe muito melhor, mas muito melhor), também deixei a carne congelada (que já era pouquíssima, quase nula) e quando acho que devemos comer carne passo pelo talho. A mercearia também tem sido mais frequentada e sempre com a compra de produtos nacionais.

A vida saudável, além da comida de melhor qualidade, também se faz com desporto. Para além dos treinos, tenho conseguido correr duas vezes por semana, 1h cada corrida.

Sei que tudo isto só é possível porque não tenho um trabalho com horário fixo. Durante anos desejei isto tudo, mas só a disponibilidade de tempo e da cabeça permitem que uma pessoa se entregue a estes pequenos prazeres e afazeres da vida de forma leve e contínua. Gosto da vida assim e gostava até de ser mais radical em cada uma das coisas: ter mais horta, costurar melhor, fazer camisolas em tricot, só ir ao mercado, correr mais tempo e mais vezes. Mas sei que há uma parte do tempo que tem de ser gasto com o estudo, porque esse é o meu trabalho e o meu compromisso agora. Quero fazer uma pesquisa, que resulte numa boa tese, bem fundamentada, explicada... Numa palavra: genial. Para isso as pequenas tarefas que me deixam mais feliz contribuem, mas é necessário gerir também o tempo de estudo e pesquisa, planear cada semana de trabalho, de forma a que seja produtiva e útil. Tudo deve ficar bem anotado, para não precisar de ser confirmado, para não ser necessário voltar atrás.

Sempre fui um bocado "8 ou 80" e sempre me foi difícil chegar ao 36 e manter-me lá. Este ano, com 36 há já algum tempo, parece que tenho conseguido, mas vou sempre com receio de descambar ou nos afazeres domésticos prazerosos ou no estudo intenso. Tenho 4 anos para ter o melhor de dois mundos: espero conseguir com resultados óptimos em cada um deles.

3 comentários:

Paula disse...

Ena! Assim gosto mais! Mais feliz! Vais no bom caminho, não te distrais com ninharias. Dedicação à tese e aos pequenos e grandes prazeres.
Beijinhos

gralha disse...

É mesmo assim: quando entramos no sistema tudo se encarreira e corre sobre rodas. Até as ideias geniais surgem, uma após a outra. Só gostava que as minhas kalenchoe renascessem como as tuas :)

Draper disse...

Isso aí !!


http://metamorfosemuscular.blogspot.com