25 abril 2012

feriado chuvoso

Coisas boas de um feriado chuvoso:
1) confirmar que as janelas não deixam entrar água;
2) fazer um bolo de sementes de papoila.
 
Coisas más:
1) comer um bolo inteiro de sementes de papoila;
2) não poder ir correr para desmoer o bolo.

22 abril 2012

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A minha primeira foto do telemóvel no computador. A qualidade não é grande, mas o esforço e o trabalho que me deu a seguir todos os passos para a conseguir cá pôr foram gigantescos.
Aqui fica um registo de um passeio na Ria Formosa na altura do Natal

20 abril 2012

crista da onda

As ondas e as fases são uma coisa do piorio. Tão depressa se está na crista da onda a curtir o vento e o sol, como somos engolidos lá para baixo e andamos num turbilhão a raspar na areia, às voltas, sem saber onde é para cima e é para baixo, a bater os pés e a dar aos braços freneticamente à espera de pôr a cabeça novamente à tona e respirar o ar que tanto nos falta.
Depois de uns dias na crista da onda, ando agora num turbilhão, às voltas, completamente embrulhada. Consigo ficar dias inteiros em casa sem adiantar grande coisa no trabalho, reduzi as corridas, hoje está sol e não me apetece correr, digo então a mim própria que tenho de trabalhar e fico por casa. Ontem à noite não arranjei companhia para sair. Fiquei em casa sozinha e disse: vai trabalhar! Não fui - vi televisão até tarde. Depois fui para a cama e disse: Lê um livro! Mas não li - fiquei a olhar para o tecto a pensar que desperdiço tempo útil. Hoje acordei cedo e disse: Vai trabalhar! E ainda não fui: lamento-me em público.
Crista da onda, onde estás?

14 abril 2012

36

A Primavera está quase a chegar a minha casa: consigo ver os botões de pequenas flores prontas a desabrochar nas minhas kalenchoe (que tiveram ambas de ser cortadas, uma por ataque de formigas outra de “bolor”). Parece que recuperam e que vão florir. Nos coentros Ikea começam também a despontar as primeiras folhas recortadas, mas continuam inodoros.

Em termos de lavoures, consegui terminar a primeira fase das perneiras da sobrinha, mas ainda falta coser e acho que isso será complicado. Ando também com vontade de voltar à máquina de costura.Continuo encantada com o café de mistura moído na loja: uma com 20% café e outra com 50%. Desde que os comprei que o outro, já moído e de pacote, ficou de lado. Quando penso nele quase pressinto uma dor de cabeça.

Nesta entrada na fuga aos produtos mais plastificados desisti do molho bechamel em pacote (é fácil de fazer e sabe muito melhor, mas muito melhor), também deixei a carne congelada (que já era pouquíssima, quase nula) e quando acho que devemos comer carne passo pelo talho. A mercearia também tem sido mais frequentada e sempre com a compra de produtos nacionais.

A vida saudável, além da comida de melhor qualidade, também se faz com desporto. Para além dos treinos, tenho conseguido correr duas vezes por semana, 1h cada corrida.

Sei que tudo isto só é possível porque não tenho um trabalho com horário fixo. Durante anos desejei isto tudo, mas só a disponibilidade de tempo e da cabeça permitem que uma pessoa se entregue a estes pequenos prazeres e afazeres da vida de forma leve e contínua. Gosto da vida assim e gostava até de ser mais radical em cada uma das coisas: ter mais horta, costurar melhor, fazer camisolas em tricot, só ir ao mercado, correr mais tempo e mais vezes. Mas sei que há uma parte do tempo que tem de ser gasto com o estudo, porque esse é o meu trabalho e o meu compromisso agora. Quero fazer uma pesquisa, que resulte numa boa tese, bem fundamentada, explicada... Numa palavra: genial. Para isso as pequenas tarefas que me deixam mais feliz contribuem, mas é necessário gerir também o tempo de estudo e pesquisa, planear cada semana de trabalho, de forma a que seja produtiva e útil. Tudo deve ficar bem anotado, para não precisar de ser confirmado, para não ser necessário voltar atrás.

Sempre fui um bocado "8 ou 80" e sempre me foi difícil chegar ao 36 e manter-me lá. Este ano, com 36 há já algum tempo, parece que tenho conseguido, mas vou sempre com receio de descambar ou nos afazeres domésticos prazerosos ou no estudo intenso. Tenho 4 anos para ter o melhor de dois mundos: espero conseguir com resultados óptimos em cada um deles.

13 abril 2012

Hoje

I. Corri à chuva. Chuvinha fraca, por isso foi bom. Aos anos que não corria à chuva. É bom sentir as gotas a cair na cara e ficar ensopada. No ciclo e no liceu ficávamos encharcadas cada vez que chovia - punhamos-nos debaixo das goteiras para levar com a água com força na cabeça; subíamos escadas que pareciam pequenas cascatas, para ficar com os pés encharcados; e, ao atravessar a Praça de Espanha (que se tornava um lago), colocávamo-nos no sítio exacto onde apanhávamos em cheio com a água que os carros faziam saltar da berma. Hoje foram só umas gotinhas de nada, comparado com estes duches, mas teve qualquer coisa de regresso ao passado.
II. Apesar de gostar muito do meu BI e sentir pena por um dia passar para o CC, a verdade é que com o tempo a pena vai diminuindo e de vez em quando já anseio pelo dia 9/8/14, em que expira a validade do BI, e me livrarei do cartão de saúde, do cartão de eleitor, da segurança social, das finanças e da carta de condução. Podiam também arranjar um cartão único para lojas e juntar lá o Ikea, Decathlon, Pó dos Livros, Galp, e sei lá que mais. E já agora outro cartão único de investigação universitária onde se punha o cartão da cantina, o da biblioteca da FLUL, o de estudante, o de investigador, o da máquina de fotocópias da biblioteca, o cartão da Biblioteca Nacional e o da Torre do Tombo.
III. O meu forno é a minha Bimby. Meto uma travessa com legumes e peixe, tempero com sal, azeite e pimenta. Deixo 30 minutos no médio e tenho uma refeição maravilhosa que me deu pouco trabalho a fazer - foi só cortar e dispor.

09 abril 2012

páscoa

Férias feitas e bem passadas. Estava a precisar disto: tempo fora, acampar, natureza, sem horas, silêncio de campo.
No sábado ter frio, no domingo calor, comer boas broas, fogueira e churrasco, com vinho tinto. E pessoas a conversar à volta. É tudo bom!
Estreei o meu super saco-cama para temperaturas extremas e dormi quentinha. A Mariana também não se queixou dentro de dois sacos-cama. As próximas aquisições hão de ser uma tenda de atirar ao ar, porque, sem ajuda e só para uma noite, montar tenda das antigas custa, e uma colchonete de jeito, sem receio que a humidade nos ataque vinda do chão.
No regresso ela adormeceu em cinco minutos, e eu em meia-hora.
Haveremos de repetir!
 
 
 
 
 

07 abril 2012

sábado mediterrânico

Nesta sexta-feira fui espanhola e italiana: primeiro fomos à Baixa, passeámo-nos pelas lojas, gelatarias e cafetarias. Comemos gelados, bebi capuccinos e comprei roupa. Eu e uns tantos espanhóis.
Depois fomos ao castelo de S. Jorge: passeámos, vimos Lisboa de todos os pontos de vista possíveis, visitámos o novo núcleo museológico que dá conta da nossa história árabe, maravilhei-me com a cidade (como sempre) e fiquei com as pernas cansadas. Eu e uns tantos italianos.
Vale a pena ser turista em Lisboa: digo eu e de certeza que dizem os nossos vizinhos mediterrânicos.

02 abril 2012

Inércia

O desleixo é uma coisa que se infiltra na nossa vontade e se vai notando em tudo o que nos rodeia: casa, nós próprios, tarefas a fazer, decisões a tomar.
Não posso culpar o tempo: não é por estarem 4 dias de Inverno, a seguir a uma Primavera prematura, que tenho desculpa para o desleixo; nem por esta prova mensal que distingue as mulheres dos homens; nem por estar há uma semana a pesquisar livros de notas de notários e não encontrar nada... Não. Nem pelos meus kilos permanentes que teimam em não me largar; nem pelo meu desejo de bolos e bolos e bolos com creme e bolos sem creme e tudo o resto. Será de os projectos de férias ficarem em stand-by por causa do tempo? Ou de tudo o resto que é sempre igual-e-o-mesmo e que às vezes (tem sempre fases) bate com mais força?
 
Três dias sem uma actividade física e sinto-me como se tivesse um mês parada a enfardar croissants com chocolate.