21 março 2012

correr

São anos e anos sempre a pensar "Depois começo a correr e a comer melhor e perco o peso" e assim se aumentam 6 kilos que agora não me querem largar nem por nada.
Eu bem que fujo deles, tenho fugido duas vezes por semana, com bastante cansaço, cada vez com mais velocidade e mais tempo, mas o raio dos kilos não me largam. Parece que vieram para ficar. Se calhar tenho de fazer um tratamento mais agressivo: falaram-me em X pulsações por minutos durante X minutos, que só assim é que era possível perder peso, que outra qualquer coisa ficava perto do nada. Treinos aeróbicos, anaeróbicos, e blá blá, blá que não apanhei.
Corro por correr, tenho esperança de no caminho largar lastro. Também gosto de ver o Tejo ao longe na volta grande; de, na subida, onde antes morria no primeiro candeeiro, já conseguir passar o 3º; além de já não ouvir só 5 músicas no ipod: agora passo pelo transe, jazz, e indiana - são álbuns a desfilar nos meus ouvidos.
Perguntaram-me "Mas e as pulsações? Se não contas as pulsações como é que sabes que perdes peso? E o que é que o cansaço tem a ver com treino? E quanto metros fazes em etapas de quantos minutos?", querendo fazer-me acreditar que se não houver números e gráficos e escalas e sei lá o quê, correr é o mesmo que ficar parada.
Quero acreditar que não.
Hoje no metro, sentado ao lado da Mariana estava o rapazinho vencedor do Peso-pesado. Levava uma mochila e mais um saco de ginásio.Pelos vistos continua a treinar. Poderia perguntar-lhe o segredo, mas não há segredo, e eu sei o que é que é preciso: é querer.
Uma coisa boa: quando fiz o sprint para o metro (porque com a redução para 3 carruagens na linha verde há agora uma nova fornada de corredores de velocidade em cada estação, desde Telheiras ao Cais do Sodré) senti-me tão bem, tão desportista, tão saudável e resistente. Nada esgotada, apenas com a certeza de que, se reduzirem o metro para uma carruagem só, vou continuar a apanhá-lo mesmo quando ele chega ao cais antes de mim.

1 comentário:

Paula disse...

Bom, acho que as pulsações não fazem diferença nenhuma (desde que te esforces, mas respeitando o teu corpo). Ou melhor, de certeza que fazem, mas não é por contá-las que corremos mais depressa ou mais tempo. Mas e a alimentação? E beber muita água? Essas coisinhas todas deliciosas e gulosas que tens em casa (folhadinhos de queijo de cabra, crepes com chocolate e afins) é que se calhar têm de começar a sair de casa (se tenho disso em casa como tudo, mas dou-me ao luxo de comer chocolate preto quase todos os dias). Porque não tentas falar com a Sofia, irmã da Márcia. De certeza que te dá uma ajuda. E as corridas e a alimentação vão resultar de certeza (ainda por cima o calor está à porta e depois as saladas e a fruta vêm mesmo a calhar).

Bom trabalho ;)