01 março 2012

Às 15h

A miúda esteve adoentada. Para evitar recaídas, e porque este ano tenho a sorte de não ter horários de trabalho a cumprir nem hierarquias a respeitar, resolvi que ficaríamos em casa mais um dia. No entanto, como à tarde não havia febres e a M. estava desejosa de sair da clausura e eu já estava pelos cabelos de ficar fechada em casa, lá fomos ao parque infantil num dia de semana às 15h.
Pensei que não ia estar ninguém, ou então pouca gente. Era dia e hora de trabalho e de escola, não havia porque estar gente na rua.
Mas não.
Além dos 50 (não é exagero!) velhotes reformados a jogar às cartas, o parque infantil estava com bastantes miúdos e as esplanadas a cheias. É extraordinário! Quando eu penso que agora estou numa situação privilegiada, dou-me conta que afinal faço parte de uma grande fatia da população, que não tem nem horários a respeitar nem patrões (embora eu tenha objectivos de trabalho a cumprir) e que pode andar a passear durante a tarde. Ponderei que algumas daquelas conversas de café poderiam ser de negócios, que alguns dos outros miúdos também estivessem em convalescença, que alguns dos adolescentes tivessem tido um "furo", alguns dos adultos aproveitassem uma pausa ou que fossem trabalhadores independentes ou bolseiros. Afinal de contas, eu também estava lá, não é?
Enfim, às 15h da tarde, ao dia de semana, Lisboa é um domingo...