29 fevereiro 2012

Logo agora que estava lançada

Nada como demorar 4 meses até decidir começar a correr duas vezes por semana para que a miúda fique doente e fiquemos as duas em casa, de seguida me doa a garganta e depois comece a chover. Há de ser uma luta desacomodar-me de novo da inércia de não fazer nada, e justapondo a minha agenda e os dias de sol, parece-me que ainda falta algum tempo para a minha nova corrida. Só espero que quando a ocasião surgir não esteja outra vez numa fase de modorra, tricot e filmes.
Ainda por cima estreei ontem a entrada USB do descodificador de TDT e tenho carradas de filmes para ver no disco externo... Deus, ajuda-me a fugir à tentação!...

15 fevereiro 2012

A seca

Na licenciatura comecei a ter uma superstição idiota que me deixava absolutamente angustiada nos finais de ano lectivo: a de que os exames/testes/ trabalhos só tinham boas notas quando chovia. Esta idiotice fazia com que em Junho e Maio eu andasse a pedir chuva, chuva, chuva em desespero. Com o final dos estudos e dos exames esqueci gradualmente esta tonteria.
Naturalmente que a meteorologia não terá nada que ver com a minha prestação académica, mas esta seca de Dezembro a Fevereiro trouxe-me à memória de forma flagrante a superstição da licenciatura. A grande seca que houve revela-se de forma tão evidente nas minhas notas dos seminários que o único sítio em Portugal onde chove agora é na minha cara. Espero que lá para o final de Maio, início de Junho haja tempestades e cheias e inundações, porque esta seca não faz bem a ninguém.

09 fevereiro 2012

apelo

Queria deixar aqui um apelo para que quem quiser destruir alguma coisa por estar chateado com os nossos políticos, para que não destrua o património. Por exemplo, a assembleia é um edificio tão bonito. De que serve estragá-lo? Outro governo como deve ser pode governar a partir dali.
Tudo bem que se atirem granadas, mas não contra o património nacional! Contra as casas particulares desta cambada de gatunos! Contra os bancos, contra as empresas, mas não contra o património, não só porque é de todos, é bonito, é de perservar, mas também porque o dinheiro para reconstrução saía mais uma vez do nosso bolso.
Destruir sim, mas não Portugal!

descontentamento

Parece que entrámos numa época em que a expressão "quem está mal muda-se" se transformou no slogan da classe política no poder. Primeiro foram os professores: "emigrem para áfrica se querem melhores condições", depois os jovens licenciados "emigrem para qualquer lado se querem ter alguma hipótese" e ontem ouvi dizer às forças armadas "se não gostam das condições mudem de profissão".

Se esta estratégia política for avante e a população corresponder ao slogan, tenho a impressão de que daqui a pouco tempo em Portugal só haverá políticos e gestores, porque esses realmente não têm razão nenhuma para se mudarem: está-se bem, ganha-se bem, há sempre perspectivas de futuro e as condições de trabalho são super fixes!

O pior é que a gente vai ouvindo o slogan e aos poucos podemos esquecer que o verdadeiro slogan da democracia é: o que está mal muda-se. Ou seja, não somos nós que temos de deixar o país a ser regido por quem não tem o mínimo interesse nem consideração pelas pessoas que o habitam, mas as pessoas que o habitam é que têm de ter muito interesse em mudar o que está mal e obrigar a classe política a largar o tacho.

Não sei como é que isso é possível, uma vez que a política se afastou e separou das pessoas e não há como intervir naquilo que supostamente é uma democracia, mas que na verdade não é, porque os eleitores o único direito que têm é votar uma vez, e a partir daí não têm qualquer possibilidade de intervir, de dizer: Eh, pá! Mas não foi nisso que eu votei! Estou a ser enganado! Não, ser enganado, usado e ridicularizado faz parte.

Não sei mesmo o que há a fazer. Andar por aí nas ruas a gritar não tem efeito... Mostrar descontentamento parece ser apenas um programa de humor para os políticos. Ah! Ah! Lá estão aqueles palhaços-eleitores que julgam que têm direitos e que vivem numa democracia! Ah! Ah! Devem rebentar de riso a ver os telejornais. Fixe era que rebentassem mesmo.

03 fevereiro 2012

Aleluia!

Venho anunciar a boa nova!
A partir de hoje poderemos dizer aquela tão portuguesa e saudosa expressão que até ontem tivemos de calar: "seis da tarde".
Sim, porque se ontem o sol se pôs às 17h59, hoje, ALELUIA!, será às 18h00!
 
Nota: hora válida para Lisboa.

01 fevereiro 2012

Agradecimento

Ontem à noite fiquei mais uma vez surpreendida com a minha capacidade de ficar a ver televisão até tarde sem estar propriamente interessada na programação. Consegui ir mudando de canal em canal (nos quatro que tenho) até chegar às duas da manhã. E enquanto via televisão dizia a mim própria: Vai para a cama! Amanhã tens de te levantar cedo e não consegues. Mas não me consegui ouvir, apesar de o ter dito muitas vezes.
Hoje de manhã, acordei com o barulho dos vizinhos de baixo. Não foi com o despertador. Se ele tocou ou não é um mistério. Se não tocou, porque foi? Avariou-se? Tudo indicava que ia tocar e que estava tudo a funcionar como deve ser. E se tocou? Estaria eu tão carente de sono, que num estado de quase sonambulismo desliguei o despertador sem ter uma ínfima lembrança de o ter feito?
Seja como for a verdade é que disse a mim própria: Marta, nunca, mas nunca, tenhas TV cabo. NUNCA! E planeei logo pela manhã que hoje colocaria dois despertadores e deitava-me a horas normais.
À tarde, chegadas a casa, a miúda pergunta se pode ver televisão e eu aquiesço. Segundos depois a primeira interrupção: Mãe, não está a dar bonecos. Ao que eu, da cozinha, respondo: Os bonecos não dão a todas as horas. (resposta de quem não tem TV cabo). A miúda insiste: Está parada. Bolas, bolas, bolas! Lá tenho de parar a minha sopa (que está cada vez melhor) para ir ver o que se passa. Chego à sala e o que é que tenho no ecrã: Queres ver televisão? Vai comprar o TDT. (por outras palavras).
Por isso eu hoje quero deixar aqui o meu sincero agradecimento ao TDT, porque esta noite vou adormecer na cama a ler um livro. E antes da meia-noite, como a Cinderela!
Obrigado!