27 janeiro 2012

sardinheira

A minha bela sardinheira, que chegou a ser a mais viçosa e florida dos arredores, depois do Verão sofreu um ataque de larvas de sardinheira, que se multiplicavam sem parar. Todos os dias eu ia ver se havia larvas e dia-sim-dia-não, lá aparecia mais uma ou duas. As larvas até eram queridinhas (verdinhas, peludas e com uma risquinha vermelha), mas na verdade do que eu gostava era da sardinheira. Estas larvas entram dentro dos caules, bebem a água todas e as sardinheiras secam por dentro. Na net e nas floristas diziam-me que não havia remédio, mas eu fui sempre cortando os ramos secos, esgaravatando lá dentro nos buracos que os bichos faziam, com a esperança de curar a planta. Tanto tive de a cortar que se transformou um coto de 4 centímetros dentro do vaso. A pouco e pouco as folhas foram nascendo e das larvas nem sinal. Quando chegámos a casa do depois do ano novo havia dois botões a nascer. Um deles desabrochou há poucos dias - não parece uma sardinheira, mas é vistoso e é um símbolo de resistência e de vida.

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