05 dezembro 2011

"amigalite"

Discutir com amigos é coisa que me deixa de rastos.

Fico sempre com medo de perder amizades para sempre. Choro. É incontrolável.

Depois passa e fica tudo como terá de ficar: ou deixa marcas ou não deixa, depende apenas da amizade que se tem.

O peso da fatalidade sobre uma zanga é uma coisa que não suporto emocionalmente. Percebi agora que muitas vezes devo ter ficado calada nesse receio de perder alguém.  

 

Sobre as amizades também, ou neste caso sobre os conhecimentos, sempre estranhei as pessoas que se queixavam de estratagemas, de intrigas, de falsidade. Nunca me tinha deparado com tal coisa. Até ao Verão passado. De repente dei por mim metida em embrulhadas, com comentários exteriores, com tentativas de sacar informação ou maledicência sobre terceiros…

É estranho… São pessoas para manter ao longe, para não confiar, de quem não se pode depender. A vida continua, sim, e na boa. É só chato perceber que as tragédias que para mim apenas os outros viviam, de vez em quando me tomam como personagem.

 

E eu não estou chateada nem amarga – estou é com uma amigdalite e obras em casa, e trabalhos para entregar, e pouco tempo. Isso é que eu estou.

1 comentário:

gralha disse...

Eu devo ser muito totó porque também nunca dei por esse tipo de pessoas na minha vida. Enganem-me, que eu gosto.
As melhoras!