06 dezembro 2011

Ainda no embalo da "amigalite"....


Ora bem, o contacto com este tipo de falsidade ou hipocrisia amical deu-se neste Verão, no final do Verão até. E nem fez grande baque no meu coração, apenas uma sucessão de pequenos espantos que terminou na conclusão óbvia de que certa pessoa dizia o que não fazia.

Parecia que estava nos meus 12 ou 15 anos quando há um diz-que-disse ininterrupto, quase sempre intermeado com o "ele gosta dela" e vice-versa, "ela não gosta dele" e vice-versa, "ela não é amiga dela", etc... (sendo rapariga acho que poucas vezes ouvi o "ele não é amigo dele"). E foi assim, no fim do Verão surgiram burburinhos sobre várias coisas nenhumas. Para mim é só estranho, não faz mossa. Tanto mais que a amizade é uma coisa que se constrói e estava a ser construída. Ainda estávamos a pôr os alicerces...

 

E tudo isto  me leva a uma coisa estranha que me aconteceu nos meus 13, 14, 15, 16 anos: o boato e maledicência!

 

Sempre fui uma rapariga pouco dada à marginalidade, muito normal, seca e respeitadora (por exemplo, quando os amigos se juntam e começam a falar de todas as partidas que fizeram aos professores durante o percurso escolar eu fico sempre calada porque nunca fiz mal a ninguém. Uma seca!). Contudo, tive um namoradito nos meus 15 anos, uma coisa que durou 3 dias, e que foi terminada por ele. Continuámos amigos até hoje e há uns bons anos atrás soube que a mãe dele o tinha obrigado a acabar comigo porque lhe tinham dito que eu me drogava e andava com todos (o insulto é sempre o mesmo). Pouco depois desse namoro terminado houve outro rapazinho no meu coração. Uma coisa mais duradoura que me levou ao contacto com a família dele. E não é que um dia a madrasta me chama à parte e me diz que "uma grande amiga dela e pessoa da sua confiança" lhe tinha dito que eu me drogava. Respondi apenas que ela não devia confiar na tal amiga porque lhe tinha dito mentiras. Ainda houve mais tarde alguém que também disse a mesma coisa (falta de imaginação) sobre a minha irmã. Tudo isto se passou dentro do bairro em que vivíamos.

As grandes questões que me ficam são estas: quem é a pessoa, mulher adulta, que anda a dizer mal de adolescentes? Como é que uma pessoa descaradamente mentirosa pode ser da confiança de tanta gente? Qual o interesse em denegrir a minha reputação e da minha irmã (e quem sabe de outras miúdas do bairro)? Qual a nossa importância para se dar a esse trabalho?

Naturalmente todos estes pais e mães destes amigos, amizades que se mantêm até hoje, agora me cumprimentam bem, percebem que não sou de modo nenhum uma amizade de risco e a nossa reputação está construída com base naquilo de que eles têm conhecimento. Ainda assim, bem que eu gostava de saber quem é essa língua viperina que habitou o Bairro Santos… 




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