29 dezembro 2011

jane eyre

oh my god!
Logo agora que o Mr. Rochester acabou de pedir a Jane Eyre em casamento, fui convocada para fazer o lanche...

22 dezembro 2011

googlemaps

Acabei de ver a minha casa há dois anos atrás e a minha antiga casa.
Aproveitei e passeei por Londres e Tóquio, e antes fui dar uma espreitadela às Balneares.
Também sobrevoei ilhas desertas, cobertas de neve e com grandes penhascos, algures nos mares do Norte.

Being Creative Takes Time



Um lembrete para ver se não deixo os trabalhos para o último minuto!

09 dezembro 2011

na rua dos Fanqueiros

Na semana passada, na Baixa, uma senhora cega esperava de um lado da Rua dos Fanqueiros para atravessar. Um senhor despachado repara nisso, observa o fundo da rua e grita-lhe:
- Minha senhora! Atravesse agora que não vem nenhum!
Mas um outro senhor, de casaco cinzento, adverte-a logo:
- Não atravessa nada, que está vermelho!
O sr. Despachado não se dá por vencido - atravessa a rua, dá o braço à senhora e diz:
- Vamos agora que não vem nenhum.
E a sr. Cega lá foi, apesar do sr. De Casaco Cinzento ainda o tentar convencer que mais valia esperar pelo sinal verde.
 
E felizmente não veio mesmo carro nenhum, porque se viesse, não sei se o sr. Despachado, para quem os semáforos são iluminações de Natal permanentes, teria conseguido levar a sra. Cega a bom porto.

06 dezembro 2011

Ainda no embalo da "amigalite"....


Ora bem, o contacto com este tipo de falsidade ou hipocrisia amical deu-se neste Verão, no final do Verão até. E nem fez grande baque no meu coração, apenas uma sucessão de pequenos espantos que terminou na conclusão óbvia de que certa pessoa dizia o que não fazia.

Parecia que estava nos meus 12 ou 15 anos quando há um diz-que-disse ininterrupto, quase sempre intermeado com o "ele gosta dela" e vice-versa, "ela não gosta dele" e vice-versa, "ela não é amiga dela", etc... (sendo rapariga acho que poucas vezes ouvi o "ele não é amigo dele"). E foi assim, no fim do Verão surgiram burburinhos sobre várias coisas nenhumas. Para mim é só estranho, não faz mossa. Tanto mais que a amizade é uma coisa que se constrói e estava a ser construída. Ainda estávamos a pôr os alicerces...

 

E tudo isto  me leva a uma coisa estranha que me aconteceu nos meus 13, 14, 15, 16 anos: o boato e maledicência!

 

Sempre fui uma rapariga pouco dada à marginalidade, muito normal, seca e respeitadora (por exemplo, quando os amigos se juntam e começam a falar de todas as partidas que fizeram aos professores durante o percurso escolar eu fico sempre calada porque nunca fiz mal a ninguém. Uma seca!). Contudo, tive um namoradito nos meus 15 anos, uma coisa que durou 3 dias, e que foi terminada por ele. Continuámos amigos até hoje e há uns bons anos atrás soube que a mãe dele o tinha obrigado a acabar comigo porque lhe tinham dito que eu me drogava e andava com todos (o insulto é sempre o mesmo). Pouco depois desse namoro terminado houve outro rapazinho no meu coração. Uma coisa mais duradoura que me levou ao contacto com a família dele. E não é que um dia a madrasta me chama à parte e me diz que "uma grande amiga dela e pessoa da sua confiança" lhe tinha dito que eu me drogava. Respondi apenas que ela não devia confiar na tal amiga porque lhe tinha dito mentiras. Ainda houve mais tarde alguém que também disse a mesma coisa (falta de imaginação) sobre a minha irmã. Tudo isto se passou dentro do bairro em que vivíamos.

As grandes questões que me ficam são estas: quem é a pessoa, mulher adulta, que anda a dizer mal de adolescentes? Como é que uma pessoa descaradamente mentirosa pode ser da confiança de tanta gente? Qual o interesse em denegrir a minha reputação e da minha irmã (e quem sabe de outras miúdas do bairro)? Qual a nossa importância para se dar a esse trabalho?

Naturalmente todos estes pais e mães destes amigos, amizades que se mantêm até hoje, agora me cumprimentam bem, percebem que não sou de modo nenhum uma amizade de risco e a nossa reputação está construída com base naquilo de que eles têm conhecimento. Ainda assim, bem que eu gostava de saber quem é essa língua viperina que habitou o Bairro Santos… 




05 dezembro 2011

"amigalite"

Discutir com amigos é coisa que me deixa de rastos.

Fico sempre com medo de perder amizades para sempre. Choro. É incontrolável.

Depois passa e fica tudo como terá de ficar: ou deixa marcas ou não deixa, depende apenas da amizade que se tem.

O peso da fatalidade sobre uma zanga é uma coisa que não suporto emocionalmente. Percebi agora que muitas vezes devo ter ficado calada nesse receio de perder alguém.  

 

Sobre as amizades também, ou neste caso sobre os conhecimentos, sempre estranhei as pessoas que se queixavam de estratagemas, de intrigas, de falsidade. Nunca me tinha deparado com tal coisa. Até ao Verão passado. De repente dei por mim metida em embrulhadas, com comentários exteriores, com tentativas de sacar informação ou maledicência sobre terceiros…

É estranho… São pessoas para manter ao longe, para não confiar, de quem não se pode depender. A vida continua, sim, e na boa. É só chato perceber que as tragédias que para mim apenas os outros viviam, de vez em quando me tomam como personagem.

 

E eu não estou chateada nem amarga – estou é com uma amigdalite e obras em casa, e trabalhos para entregar, e pouco tempo. Isso é que eu estou.