21 outubro 2011

cenouras

Havia uma "cenoura", na ideia do doutoramento, que era ter tempo meu, deixar de me sentir presa e de sentir que alguém me estava a fazer um favor.
O doutoramento chegou, trinquei a cenoura, mas afinal não me saciou. E eu questionava "porquê?! Um sonho, um projecto de vida realizado e porque é que não estou histérica de felicidade?"
Percebi finalmente, foi porque no meu sonho eu ía ter tempo meu, deixar de me sentir presa e de sentir que alguém me estava a fazer um favor, e neste momento, porque tenho de conciliar trabalho com aulas e com trabalhos de seminário o tempo foi à vida, estou dependente de "amas" para ir às aulas e continuo presa ao trabalho e, no final disto tudo, acabo por não conseguir dedicar-me ao doutoramento como queria.
Sei que estou a fazer o quer quero, sei que é apenas uma fase díficil, e por isso todo o esforço é recompansado.
Mas já tenho uma nova cenoura à minha espera: o dia em que efectivamente deixar de trabalhar, de cumprir horários, de me esforçar por um projecto que não é devidamente apoiado.
Mesmo sem cenouras andaria para a frente, mas a gulodice impele a viagem.

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