27 junho 2011

então o amor é isso?


Às vezes percebe-se que duas pessoas têm uma relação de namoro (ou qualquer outra coisa), quando começam a maltratar-se em público.
Muitas vezes é o contrário, com as mostras públicas de afecto, mas noutros casos, quando nos damos conta de uma facilidade em ser cruel e em denegrir a pessoa (de um lado), e a hipersensibilidade a qualquer forma de desatenção, a constante necessidade de opinião e apoio (no outro), percebemos que aqueles dois andam enrolados. Porque é que é assim? Porque é que a intimidade os leva a isso? Nos casais que fazem actividades de lazer em conjunto assisto muitas vezes a isso (não é sempre, como é óbvio, mas é prato do dia).
Acho estranho...
Não me lembro se já fui um deles...

24 junho 2011

Lacrei!

E já não à volta a dar...
O que estiver mal estará para todo o sempre.
O que estiver bem, também.
É esperar por Novembro e prosseguir...

Ai! e Ufa! em simultâneo.

20 junho 2011

Sobre a crítica

Desde que saí de casa dos meus pais, raramente leio jornais. Antes havia o Expresso ao sábado de manhã, agora não há nada. De vez em quando leio algumas críticas de livros e CDs em media diversos, mas fico sempre na dúvida sobre a crítica e o crítico: será a crítica mais interessante que o objecto? Será que o crítico não tem os mesmo gostos que eu? De forma que o objecto criticado nunca entra na minha posse (juntemos a isto a falta de recursos e temos o caso explicado).
No entanto, nunca me esqueço de duas críticas que li, que me convenceram a adquirir os objectos que analisavam e que me levaram a dois cultos que pratico até hoje: PJ Harvey e Albert Cossery.
Com a PJ Harvey, com os primeiro álbuns dela lembro-me de ter incomodado muita gente, numa altura em que havia festas em minha casa: era muito barulho, era estranho e parecia mal feito. Só mais tarde encontrei outras pessoas que também a apreciavam e eram sempre excelente pessoas. Depois a PJ Harvey até já vinha cantar a Portugal (fui uma vez a um Sudoeste, mas foi por essa mesma altura que desisti de concertos grandes – a minha altura só me permite ver costas e em geral o som é mau e ouve-se mais o público que os artistas) e agora até veio à Aula Magna, mas apanhou-me sem cheta e mãe solteira, de sorte que ainda não foi desta. Mas o culto fica.

O Albert Cossery e os seus Mendigos e Altivos foi o único autor que me fez ter vontade de mudar de vida. Tinha mesmo: depois de ler o livro a única coisa que eu queria na vida era ser mendiga, pedinte. É claro que não fui. Estava no 9º ou 10º ano, em casa dos pais e de repente ir para a rua pedir era uma mudança muito drástica e tenho a certeza que não iria correr bem. No entanto, não deixo de achar curioso que um livro consiga fazer com que uma pessoa tenha vontade genuína de seguir um rumo diferente (e o diferente aqui não é ser saudável, activa, pró-activa e outras qualidades promovidas pelos iogurtes). Li depois mais Cossery, e tornou-se repetitivo, mas gosto sempre.
Por estas duas descobertas, a crítica e os críticos hão-de ser sempre uma coisa de louvar.

14 junho 2011

A alucinar com projecto de doutoramento...

O fim-de-semana foi muito bom, mas na aproximação a Lisboa senti o meu cérebro a desocupar a zona de lazer e mudar-se para a organização de parágrafos, ideias, pontos e subpontos.
No domingo de manhã a Mariana deixou cair uma tigela com leite no chão e eu disse "não faz mal". Depois de ir ao computador e iniciar a reformulação da refourmulação, quando a Mariana ia deixando cair um prato com um crepe, ia-me saltando tampa.

Pelo sossego da minha família, quero despachar isto o mais breve possível.

Cérebro, ajuda-me!

07 junho 2011

recriando Pessoa

Ai que prazer não ter um dever,
ter um livro para ler e mais nada a fazer.
Ler não é maçada
Trabalhar é nada.

Ando às voltas com tanta coisa, tanto projecto, versões 1, 1.1. versão 2 e 3, versão 5, a de 06-06-11 e a de 28-05-11 e mais sei lá quantas. Quando olho para tanto início de versão sem fim, parece-me que vejo apenas várias hipóteses de suicídio.

06 junho 2011

as dores do crescimento

À medida que a minha filha cresce vai levando cada vez mais cotoveladas na cabeça.
Se calhar é nesta altura que eles largam as saias da mãe.
Tenho de ter cuidado...