11 abril 2011

formigas

Por vezes, quando damos de chofre com pessoas de uma raça diferente da nossa (vulgo, ida ao estrangeiro), a primeira impressão é de que são todos iguais e todos os orientais têm os mesmos olhos e todos os guatemaltecos o mesmo nariz. Só com o tempo topamos um japonês no meio dos chineses, e distinguimos logo um guatemalteco de San Pedro de um de Guatemala City (e sem ser só pelo traje). Pois bem, o convívio contínuo que tenho tido com formigas em minha casa também me deu para aperceber que elas têm personalidades diversas: umas seguem o carreiro sem desvios e não alteram o percurso mesmo que estejam sob a ameaça mortal de um dedo indicador; outras fogem matreiras, encostam-se aos copos para não serem apanhadas, põem-se debaixo de folhas e andam em círculos, impedindo o dedo assassino de concluir a sua tarefa. Umas há que quando encurraladas num frasco com bolachas, continuam a amealhar comidinha para o Verão; outras, mal sentem que afinal já não estão ali de livre vontade, procuram desesperadamente escapar-se cada vez que a tampa se abre. Quando têm a entrada do quartel-general "perfumada" de Dum-Dum, formigas kamikaze continuam a entrar lá para dentro, mas outras, mais racionais procuram outros caminhos e outros abrigos.


Resultado: não sei como dar cabo da praga…

01 abril 2011

A sorte é que a moda muda...

... e assim as ciganas conseguem vender coisas diferentes, dizendo sempre o mesmo pregão:
"Olha a roupa da moda. 5 euros".