22 março 2011

medo...

Ai que medo que eu tenho do que aí vem.
Não quero eleições antecipadas. Mais não sei quantos gajos a quererem um tacho para eles e outros para os amigos, conhecidos e utilitários. Não!
Meu país, não faças isto. Gosto de cá estar... Mesmo mal como já estou.

17 março 2011

Fim de semana

Fazer puzzles com amigos e experiências de quilts com papel de embrulho.

16 março 2011

MST, que logro!

Jesus! Acabei agora de ouvir as tais declarações do Miguel Sousa Tavares e realmente demagogia e hipocrisia são os dois adjectivos que o definem belissamente. Nunca pensei que alguém que me pareceu tão interessante quendo eu era mais nova (e ele também) se transformasse nesta coisa nojenta. Como é que é possível ser contra pessoas que querem ter direitos quando trabalham? E a estupidez de resposta de que a Imperatriz Leopoldina no Brasil é que aboliu a escravatura?!! Por amor de deus!! A Leopoldina lembrou-se de repente de libertar os escravos, sem ninguém tivesse levantado a voz!? E a dizer que gritar por direitos está fora de moda e leva à ditadura? Ah, se eu pudesse atirar tomates em pensamento, eras uma tomatina ambulante.

14 março 2011

dar o corpo ao manifesto - à rasca

Estive lá.
Estou à rasca, vivo à rasca e tive de o fazer. Desfilei na avenida - mais para baixo e para cima à procura das irmãs, que também lá estavam, encontrei uns tantos amigos que também lá estavam, e ao cruzar-me pelas pessoas havia a pergunta habitual: "como é que estás?" , que era respondida pela resposta ambiente: "sou bolseiro", "sou recibo verde," "não encontrei nada", etc.
Do que vi das notícias na televisão, apercebi-me de que deram imensa importância ao número de pessoas, ao facto de os pais estarem presentes também (preocupados com o futuro dos filhos), relevaram algumas queixas, e falaram em músicas e cantores. Por vezes pareceu-me que havia uma certa confusão: pareciam dizer os comentadores que as pessoas tinham ido à manifestação porque tinham ouvido uma música ou iam lá uns cantores. Também outros comentadores/jornalistas se fascinaram com o facto de a manifestação ter sido convocada pelas redes sociais (!!!). Também ouvi que não havia organização, nem refrões nem palavras de luta. E que até nem se sabia muito bem os percursos, nem para onde se ia, nem quem organizava, nem o que era para fazer, no final de contas. Mas ninguém apresentou factos reais sobre os precários: quantos somos? que direitos temos? que Portugal nos sobra? até quando temos de adiar a nossa vida? os nossos filhos? as nossas casas? a nossa felicidade? Que país é este, que nos maltrata assim? e que diz nos quer?
Pois bem, eu achei o ajuntamento extraordinário. E cumpriu exactamente o propósito que se colocou: dar um corpo ao manifesto - literalmente. Mostrar quem somos, os mal pagos, chulados, sem futuro. Tudo pessoas normais. A descer na liberdade para um futuro sombrio. E o futuro não é aos 60 anos, é para o mês que vem...
 

01 março 2011

Boa noite!

O que é que acoteceu agora, às 00h36, quando estou quase a cair para o lado com sono, a tentar traduzir uma última página de um capítulo?!
Tocaram à campainha!! E quem havia de ser? O Continente.
Eu às 22h40 já pensava que se tinham esquecido. Nunca me passou pela cabeça que à meia-noite e meia me tocassem à campainha sem avisar antes que se atrasavam muito. É que em geral até estou a dormir a esta hora.
Hoje não.
E devia estar a gastar a esta teclagem para acabar o capítulo.
Boa noite!