01 fevereiro 2011

móni, móni*

O objectivo da Epopeia Trágica do Quotidiano era reduzir a versos as pequenas coisas do dia-a-dia que me irritam muito, a ponto de quase estragar uma manhã ou tarde inteira. Coisas que não valem nada.
Infelizmente, verifico que a minha lista de pequenas desgraças ultrapassa em muito os meus dotes poéticos. Não há dicionário de rimas que me valha para o rol de micro-itens que me deixam piurça.
Tentarei parodiar as minhas desgraças em versos heróicos, mas... para quando ninguém sabe.
 
Entretanto, vou experimentar as páginas estáticas do blogger para isso. Pode ser que me incite.
 
Agora que tenho emprego tento tirar o fantasma da miséria de cima de mim, mas ele não sai. Ficou colado. Não consigo gastar dinheiro sem ficar logo apta a insónias e pensar na quantidade de outras coisas que podia fazer com esse mesmo valor. É doentio.
Nos desenhos do Pato Donald, o Patinhas era de uma avareza doentia, mas era para os outros. O próprio era feliz. Eu também quero viver contente com a minha avareza. (Se calhar faltam-me os banhos matinais em moedas de ouro...)
 
 
* Cantado pelo Billy Idol.

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