21 janeiro 2011

Pérola que não é minha


O planeta Terra é uma nave espacial a navegar à volta do sol.

17 janeiro 2011

Epopeia Trágica do Quotidiano

Primeiras estrofes do primeiro canto da Epopeia Trágica do Quotidiano

Eu canto a minha incompetência
no campo da burocracia confirmada;
Definitivamente não domino a ciência
Dos papéis que quase sempre dão em nada.
E dos outros gabo eu a paciência
No domínio da funesta papelada.
Eu canto a minha viva antipatia
Do convívio co'a nefasta b'rocracia.

Grafo bem, não dobro e não rasuro,
E na quadrícula de espaço restritivo
O nome vai em maiúsculas e a escuro.
Da morada levo o comprovativo
E do pagamento o mesmo não descuro.
De tudo cuido como dum ser vivo.
Para ouvir do vendedor atento
Que é inválido o infausto documento.

nota: refere-se à tentativa de adquirir um passe para a Mariana.

13 janeiro 2011

nevoeiro

Apesar do constante nevoeiro de hoje, ainda estou reconfortada pelos dois dias de sol que passaram.
Viva o pós-solstício de Inverno!

12 janeiro 2011

post com banda sonora

Porque toda esta história do possível desemprego (e já resolvido, acho…) me deu para pensar muito, acabei por me dar conta de que esta canção Jorge Palma fala mesmo sobre todas as ideias e constatações que andavam revoltear na minha cabeça.

Ou seja, quando mais temos mais necessidades e medos produzimos. Dou mais conta disso quando se fala de objectos. O medo de as coisas se estragarem, perderem serem roubadas.

Já há uns tempos perguntei-me o seguinte: os nossos pais também estavam sempre a dizer "não mexas aí que estragas isso, não atires o brinquedo para o chão que parte, tem cuidado com as tomadas, etc…" É que eu não me lembro de viver no mundo de nãos e frágil, passível de se destruir à minha passagem.

Mas depois comparo os tempos, os meus e os de agora e são tão diferentes. Por exemplo, as coisas que eu não quero que sejam destruídas: TV, leitor de DVDs, telemóvel, computador, comando do carro, brinquedos electrónicos… Tudo coisas que não existiam quando eu era mais pequena.

E as coisas perigosas: tomadas, microondas (se for mal usado), cacas de cães, desconhecidos que se podem revelar raptores de criancinhas, … também ou não existiam ou eram menos.

Também não havia bonecos na televisão o dia todo, nem filmes, nem play stations nem nada disso. Não havia tantos carros, nem tantos carros em cima dos passeios, que, logo, eram mais largos. As portas do metro não nos entalavam.

Para os pais havia empregos, sempre, e não era um stress querer ser empregado, querer ter uma casa e pagá-la. Não havia medo de pôr dinheiro no banco e ficar sem ele, de investir numa casa e vir um tsunami, etc…

Já me desviei do assunto, mas a verdade é que neste momento aconselho-me a primeira parte da música:

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Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar

Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres

Mas goza bem a tua rota

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Reflicto na última, quando penso que não quero continuar a minha vida toda a trabalhar, a perder o meu tempo de vida (sim, porque como ateia e agnóstica, só vivo uma vez e quando morrer não vou para lado nenhum, de forma que os anos que estiver viva serão os únicos que tenho para me divertir neste planeta (ainda) maravilhoso) e assim, que deveria investir a sério num doutoramento, porque vejo isso como um tempo dedicado a mim própria e aquilo que me interessa, um tempo de liberdade, de cumprimento de horários em troca de dinheiro :

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Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo



06 janeiro 2011

é o karma!

Ainda não vou sorrir completamente, mas parece-me que os desejos kármicos tiveram resultado.
Vamos esperar pela assinatura de contratos e respostas. E de coisas definitivas, por são as coisas pendentes que nos deixam com a corda no pescoço.

05 janeiro 2011

Um excelente 2011 para todos!

Cá vão, atrasados, os meus desejos de um excelente 2011 aos meus parcos leitores.

Ali em baixo diz que vai havendo mais seguidores, mas eu não sei. Estranho as pessoas que me seguem. Quem são elas e porquê? Uma ou outra conheço, mas são os desconhecidos que criam mistério.

Eu sigo alguns blogues. Seguir é bom: quando chegamos ao nosso painel lá estão as novidades de todos alinhadinhas e clicamos só naqueles que tem coisas novas para contar.

Eu neste momento não tenho novidades, a não ser que o previsto aconteceu e cheguei a Janeiro de 2011 sem emprego, sem previsões de emprego, muito triste, desiludida comigo, a pensar e a arrepender-me de todas as escolhas que fiz desde o 9º ano, que é uma coisa muito produtiva, eu sei, mas não querendo, é onde eu perco toda a minha energia.

Arrependo das escolhas de curso, de emprego, de falta iniciativa, de quando devia ter aberto a boca, de quando a devia ter fechado, e de tudo por aí fora até ao pequeno nada da pessoa que cumprimentei durante anos pensando que era outra e no momento em que vi a pessoa que julgava que cumprimentava, não a cumprimentei também e deixei de cumprimentar a outra... E arrependo-me e sinto-me culpada por não ter cumprimentado a pessoa certa durante esses anos.

É preciso ser-se mesmo tótó para juntar um episódio tão estúpido à lista de arrependimentos. Mas, então com cumprimentos são às toneladas. E de pessoas que só conheço de vista.

O "olá-tudo-bem" não é o meu género. Então em Espanha! Faz-se uma caminhada e no meio de espaços imensos e enormes cheios de gente a andar de um lado para o outro, ou pior, quando se está a subir e todos os outros estão a descer e nós temos de ir jorrando uma torrente de "hola!" por ali acima, quando o que nos apetecia mesmo era ofegar. Mas não há tempo: passa um viandante e lá vai o "Hola!" da praxe, para não dizerem que os portugueses são mal-dispostos. Mal-dispostos nunca, mas com falta de ar sempre.

A passagem de ano foi boa: fogo-de-artifício a rebentar quase por cima da cabeça durante 16 minutos. Melhor, só se a seguir tivéssemos ido jogar às cartas, acompanhados de cervejas e amendoins.

Desejo que todos os meus desejos sinceros de excelente 2011 sejam kármicos e se reúnam na realização de um excelente 2011 para mim também. Estou a precisar.