13 dezembro 2010

Revista do dia

Ao passar os olhos por alguma imprensa da manhã, não pude deixar de achar curiosas algumas notícias.
A primeira, no Público, tem este título: Medicamentos perigosos em 70 por cento da cocaína. Ao princípio pensei que estivesse a ler mal, a frase não fazia sentido. Se houvesse cocaína em medicamentos que os tornasse perigosos, sim, mas medicamentos a tornar a cocaína perigosa é qualquer coisa entre o absurdo e o paradoxal. E a notícia inicia-se: "O consumo de cocaína "cortada" com fármacos (...) implica graves consequências para a saúde dos consumidores de drogas." Isto é para rir?! É que eu julgava que a cocaína trazia graves consequências para a saúde dos consumidores de drogas. Ponto. Se alguém opta por tomar cocaína não sabe à partida que está a pôr a saúde em risco?
Para mim é humor negro. Tem piada.
 
A segunda diz que abriu a primeira loja Muji em Portugal. Contam que estava muita gente, na maioria curiosos, que era díficil circular, havia filas para pagar que avançavam lentamente, etc... Nada de extraordinário. Principalmente se tivermos em conta que, além do contexto de inauguração, estamos a menos de duas semanas do Natal. É claro que o facto de estar tudo em japonês é uma desconsideração pelos compradores portugueses, mas dizerem que o atendimento é mau?!
Já alguém trabalhou numa loja? Uma vez trabalhei numa loja: antes de começarmos (talvez uma hora) mostraram-nos os produtos e os preços e mais nada. Quando alguém nos perguntava "o que é isto?" não sabíamos responder, nem justificar preços, nem nada. Ou seja, fomos nós, balconistas, que investigámos os próprios produtos, lemos as caixas para saber o que eram, de onde vinham e etc. Além do mais, quem não foi já à Worten (e quem diz Worten diz outra) e teve de andar à caça de um funcionário? Eles movem-se todos a olhar para o chão e com ar atarefado, porque sabem que mal façam contacto visual com alguém estão agarrados. As lojas grandes e da moda têm muito poucos funcionários para a quantidade de clientes, mas a culpa não é dos funcionários.
Desde que trabalhei atrás de uma balcão que acho que  devia haver um período obrigatório de atendimento ao público (tipo tropa, antigamente). Éramos todos mais compreensivos.

1 comentário:

paulinha disse...

O priemiro comentário está giro! Estás a ver? podias tentar a carreira de jornalista.