30 outubro 2010

chuva

Já não tenho uma casa com varanda - agora tenho uma casa com piscina!

26 outubro 2010

a cortina e mais desenhos

A cortina

Há pouco tempo resolvi um dos problemas da nova casa que ainda estavam à espera de um investimento: o banho. Comprei uma cortina e finalmente furei a parede para pôr o chuveiro. Pode parecer pouco, mas já há 5 meses que andava tomar banho de cócoras para não molhar o chão. Mas o melhor de tudo foi que consegui comprar a cortina de banho que queria (que afinal é uma coisa que exige procura) e decorei-a de uma maneira que ... fico sempre contente e orgulhosa quando entro na casa-de-banho e tenho mostrado a cortina às visitas que lá vão. Aqui fica essa maravilha com assinatura M&M.






A descrição deste desenho é: A mãe zangada com o senhor (ups!)


e mais desenhos

A obra artística da M não se esgota aqui, por isso aqui envio mais uma imagem da galeria no quarto dela. Sempre a aumentar. Não sei quando é que vai deixar de haver parede.



O "castelo" onde mora a minha irmã e o primo.




É apenas uma parte. Há mais.

21 outubro 2010

reflexão crónica

Muitas vezes dou por mim a pensar na relação das mulheres com a porcaria.
Há coisa de que não gosto mesmo e uma delas é o período, menstruação. É uma cagada.
Há quem diga que é o preço por se poder ter filhos, mas, ora bolas!, os homens também têm filhos e não precisavam de chafurdar na merda desde os 14 anos aos 45. Não é por aí...
Trinta anos a conviver com sangue mal-cheiroso, dores de barriga, trocar de pensos e tampões em situações pouco práticas, cagar a roupa no início do dia e não ter como a mudar, o cheiro nauseabundo de toda aquela nhanha. Que nojo! E contudo, que convívio tão íntimo e continuado. E tudo para possibilidade de um dia parirmos.
Claro que a minha querida e amada filha vale tudo isto, não consigo, no entanto, aceitar a menstruação nem com agrado nem com indiferença. Não gosto. Ponto.
E penso: será que a relação das mulheres com a limpeza tem a ver com essa convivência forçada com a chafurdice? Será a chafurdice uma forma de nos prepararmos para mudar fraldas, limpar rabinhos, espremer "puzes", aspirar ranhos, limpar vómitos e analisar o cheiro de urinas? E tantas outras coisas?
E a dualidade limpeza/porcaria como é que é (porque geralmente as mulheres são mais dadas às limpezas e à necessidade de limpar)? Uma serve para escamotear a outra? Ou é uma forma de compensação?
 
Esta é uma reflexão crónica que me ocorre em certas alturas do mês.

19 outubro 2010

calçado

Descobri no fim-de-semana que o meu calçado (identificado nas lojas como "ténis outdoor") está roto. Roto mesmo. Permeável ao vento, ao frio e à chuva. Concluindo: preciso de uns novos.
Continuo à espera de respostas a emprego e se a resposta que mais espero for positiva decidi que compraria uns Camper. Não gosto de sapatos e penso que esses, sendo confortáveis, sempre dão bom aspecto e dá para ter ar de trabalhadora respeitável e dinâmica da indústria livreira. Enfim... Seria o meu primeiro investimento.
E então, ando aqui há dias, à espera de saber se calçarei uns Camper, ou "ténis outdoor" de qualquer marca branca.

Gosto muito de ténis outdoor, mas agora queria mesmo mesmo uns Camper.

11 outubro 2010

dias de chuva

Não consigo pensar, nem parar quieta nos pensamentos.
Estou irritantemente ansiosa à espera que em liguem, para saber se mudo de emprego ou não.
Que coisa! Cheia de dúvidas e inquietações na cabeça e não consigo dar cabo delas.
 
Em contraponto o fim-de-semana foi leve: sem chuva ficámos em casa. O despertador lá tocou às 7h30, mas como não havia saídas radicais para ninguém, dorminos até não poder mais.
Comecei a tratar da casa: pôr molduras nas paredes, comprar uma cortina para a banheira (ficou um espectáculo!), tapar uns buracos por onde entrava vento com plasticina (um dia vai ser tudo a sério) e estrear o forno!!!
 
Um dia começo a tratar de novo das portas e das janelas. Finalmente vou ter a casa pronta.
 
Obrigado Inverno e dias de chuva!
 
 

08 outubro 2010

diálogo imaginário

- Mãe, o porque é que aquela menina está vestida assim? - não perguntou a Mariana, mas imaginei eu que tivesse perguntado, ao ver a malta negra das praxes.
- Faz parte de uma seita. - imaginei eu a minha resposta.
- O que é uma seita? - não perguntou a Mariana.
- É uma data de gente a fazer coisas sem sentido, sob o comando de alguém sem juízo. - imaginei eu afirmativamente.

07 outubro 2010

Isto agora é sempre a abrir!


 
Ainda há dias andava tristonha por ir ficar sem emprego, e agora já me preocupo que as calças que uso para ir à entrevista são demasiado apertadas.
Também já recebi testes para fazer, em respostas a candidaturas minhas, por isso, mesmo que não consiga nada nos próximos tempos, ao menos fico consciente de que o meu currículo ainda suscita algum interesse.

Para a minha entrevista vou ter que me vestir bem, ou seja, umas calças não rotas, calçado que não ténis ou botas, e camisa que não t-shirts. Estou a morrer no aperto das calças, camisa de jeito só tenho de manga curta e não posso levar casaco porque só tenho casacos rotos. Ou seja, além de apertada, vou ter frio e dores nos pés.
 
Espero que para além do mal estar físico consiga ser uma pessoa interessada, pro-activa, responsável, dinâmica, rigorosa, atenta ao detalhe, simpática, capaz de gerir pessoas e criar boas relações humanas e... mais o quê?!... Já não sei.
 
Conclusão: afinal ainda há esperança!
 
Adeus, ó limpeza dos jardins!...

01 outubro 2010

Dois textos de que gostei

Um sobre a revisão. O que é ser revisor de textos, a relação com Língua, o interesse/carinho/ cuidado com as palavras. É este.
Gostava mesmo de trabalhar com livros na fase de concretização.

O outro, uma carta de um pai ao Noddy.
Eu não tenho estima por nenhum boneco em especial, mas compreendo perfeitamente o valor que se atribui a tudo o que nos facilita a vida, seja como for, quando se é pai/mãe. Tudo o que contribui para passarmos mais tempo embevecidos pelos nossos filhos do que chateados com eles.

drama nocturno

Acordei a meio da noite com estremeções no prédio e depois uma batida ritmada e rápida: algo abanava.

Perguntei a mim mesma: "brocas? A esta hora?"

Mas depois lembrei-me da minha irreverente "electroselvagem" máquina de lavar-roupa.

Antes de me deitar tinha-lhe pedido: "olha lavas isto de forma a que de manhã, quando eu acordar, possa estender a roupa?"

E passei os dedos suavemente pelos botões.

Julguei que estava tudo bem, mas não.

Há muito que ela não se resigna a estar fechada num pequeno cubículo. Quer sair cá para fora, passear pela casa, ver outros aparelhos grandes e brancos como ela e também uns mais pequenos e de outras cores. Mas não pode ser – cada um tem o seu espaço.

E cada vez que lhe peço para me ajudar com a roupa, dá-lhe uma fúria, começa aos abanões, a tentar sair da despensa, bate nas paredes com o corpo todo... É uma aflição.

A mim custa-me vê-la assim e vou para ao pé dela, como fui hoje a meio da noite. Seguro-a, para não se magoar, pergunto-lhe "mas porquê?! Porquê?!". Tento ampará-la, mas a fúria é sempre muita, quase chega à auto-flagelação. Ponho o peso do meu corpo sobre ela e tento acabar com aquela agitação tremenda, mas ela lá vai andando aos solavancos comigo à garupa.

Será que os vizinhos nos ouvem e percebem o drama que vai nesta casa?...

Para a acalmar (e também eu poder dormir mais um pouco) retirei o meu pedido de ajuda e deixei-a abrandar o ritmo.

De manhã fui ter com ela - já ia a meio da porta. Pedi-lhe para entrar novamente na despensa. Não quis, fez finca-pé, fez-se de pedra e cal. Um peso morto!

Tive de a empurrar com jeitinho, mas ela percebeu o que eu queria e deu-me um golpe no ombro, que ainda agora me dói (a brutinha). E ao estender a roupa, cheia de água, ainda pior fiquei. A desgraçada vingou-se!

Não sei o que hei-de fazer, não sei o que vai acontecer à nossa relação. Terá alguma de nós de ceder? Terei de lhe pôr uma camisa de força?

Espero que a calma e harmonia regressem em breve à nossa casa, porque este convívio não está a corresponder às expectativas, além de que sinto que não estou a ser retribuída no respeito e amizade que lhe tenho.

Estou triste e decepcionada contigo, máquina-de-lavar-roupa. Ah, minha querida electroselvagem, que vai ser de nós?