21 setembro 2010

dias assado

No meio de uma grande e quase permanente angústia, procuro não me ir abaixo. Ou pelo menos não começar já.
Assim, tenho lido bastante. Houve uns livros de que desisti, como A Fábula do William Faulkner - não consegui. Quando uma pessoa se queixa de um livro dizendo que tem a letra miudinha e parágrafos grandes, é porque a relação não está a dar. Talvez noutra altura.
Assim, passei por outros desde as férias: o Gonçalo M. Tavares, Steinbeck, A um deus desconhecido, Poe, e agora estou na Pearl Buck, que encontrei por um euro. Tal como o Steinbeck, também fala numa fixação na terra e como se passa rapidamente da prosperidade para a miséria.
Estou a gostar deste livro: consigo lê-lo durante horas. Faz-me fugir à televisão (que é uma coisa horrível) e distrai-me. Enfim, também eu antevejo uma passagem para miséria.


Queria mesmo ganhar o euromilhões.