03 abril 2010

Páscoa, fim-de-semana prolongado, visita aos avós

 
 
Numa aldeia no Alentejo Alentejo, o Baixo, vivem várias pessoas idosas, quase todas com algum laço de família.
Quando de visita a um familiar, visitam-se logo dois ou três. Com o passar do tempo, as visitas transformam-se nalguma coisa próxima de uma visita de médico: ainda que sem a credenciação necessária, de casa em casa vamos vendo a evolução dos estados de saúde (que verdadeiramente quer dizer "a evolução do estado da doença"), ouvimos as queixas, damos os nossos conselhos e vamos embora, desejando melhoras e com a promessa de regressar.
 
Se é infalível que cada dia que passa os nossos avós ficam mais velhos e, em geral, mais fracos; torna-se doloroso ver a que ponto a doença e a velhice derrotam uma pessoa que sempre vimos com imensa energia. E é difícil fazer de conta que está tudo bem e continuar a falar das diabruras dos nosso filhos, quando temos as dores dos outros escarrapachadas à frente das nossas caras.
 
Vamos embora e pensamos "Ainda bem que viemos. Temos de voltar em breve." Mas geralmente o "em breve" é demasiado longo.