16 abril 2010

casinha, doce casinha

É que não consigo pensar noutra coisa: casa, casa, casa, casa.
Ontem fui lá vê-la e já se vê o soalho, tinha um alçapão para o sótão, a casa-de-banho já tinha chão e paredes e até a sanita. Na cozinha puseram uma torneira provisória da qual sai água !!!. Quase que parece uma casa. Estou desejosa de ir para lá este fim-de-semana pintar e lavar e esfregar. Tudo. Carregar já algumas coisas lá para cima e até levar os sacos cama e colchonetes para o caso de me dar uma inércia invencível que me impeça de regressar a casa dos meus pais.
O senhor do chão disse que para 4ª feira ficava pronto. Será? Depois ainda falta pintar o rest0. Sim, porque eu agora só posso pintar uma despensa, a cozinha e talvez a marquise.
Hoje de manhã, no autocarro, já sentia que ali não era o meu lugar, aquele não era o meu percurso, aquela gente toda não são as pessoas que eu devo encontrar todos os dias no transporte público. São outras, que estão à minha espera na linha verde.
O que eu desejo a linha verde e fazer apenas duas estações de metro para chegar a casa. A miúda vai deixar de adormecer, vou deixar de a carregar ao colo, mais à mochila dela, mais aos dois guarda-chuvas e mais à irritação que estas situações me causam.
De manhã também vamos ter mais tempo, vai ser tudo mais rápido e vou deixar de a apressar para sair do quarto já toda vestida. Pode tomar o pequeno-almoço em pijama e vestir-se depois. Até eu posso fazer isso.
Ela vai poder fazer barulho sem incomodar ninguém, porque não há ninguém para incomodar. Estou lá eu, mas aguento. Vou parar de a repreender porque corre, porque canta, porque salta, porque se pendura na porta, porque agarra nisto ou naquilo, porque faz desenhos na mesa ou no chão, porque agarra num copo de água que não é dela, ou quer comer as bolachas dos outros. Vai ser tudo nosso.
E à noite não vou ter me deitar ao mesmo tempo que ela e ela não vai deitar-se apenas quando eu me deitar também: vai ter o seu quarto, a sua cama, e vai perceber que quando tiver sono a única coisa que tem de fazer é ir para a cama, mesmo que eu ainda esteja acordada.
Eu poderei ter o computador ligado, com a certeza de que ela dorme na mesma.
Quando chegar a casa cansada do trabalho, chateada com qualquer porcaria que me tenha acontecido, terei o direito de estar assim, de trombas, o tempo que quiser, sem ter de cumprimentar ninguém e ser sociável e simpática quando o meu estado de espírito é totalmente outro.
Às 6ª terei de novo a manhã para mim: acordar sem pensar em acordá-la, se é tarde ou cedo, se vamos chegar atrasadas, se vai haver birra. Tão bom!...

É tudo isto que significa para mim a minha casa. E muito mais... Quero-a tanto!

1 comentário:

pekala disse...

vai ser mesmo bom:))))))