30 abril 2010

acampamento urbano

Acampei na futura casa. Dormi na cama da Mariana, com os pés quase fora, num saco-cama. De manhã, peguei no camping gaz, encontrei a cafeteira e fiz o cafezinho ao som do barulho das obras em baixo e dos vultos atrás da janela a retirar os andaimes.
Pouco depois chegou a minha equipa de Mários, pronta para sujar o que eu já tinha limpado.
 
Espero que hoje acampemos lá as duas, para amanhã irmos para a relva ouvir a cassette dos Xutos e comer caracóis.
 
 

28 abril 2010

sono

A morrer de sono não há melhor que conversas em simultâneo no gmail para me manter acordada...

27 abril 2010

Na nova casa vai ser assim


Ainda não mudámos, mas antevejo uma estadia luminosa.

26 abril 2010

casa nova (ainda não)


Ainda não temos a casa mesmo pronta, mas já carregámos a tralha quase toda para lá. Com a ajuda dos amigos foi mesmo fácil. Nunca pensei que tanta gente se mobilizasse para mudanças.
E gostei muito de a ter inaugurado com a malta toda, sentada na varanda com pizzas e cervejolas. É mesmo assim que eu quero ver sempre aquela casa.
A Mariana e os primos deram-se muito bem e a trotinete estreou o chão acabadinho de envernizar.
Ainda tenho andaimes no prédio, por isso não posso ter nem os meus objectos maiores, mas espero não me irritar muito com isso. Não, não fui à polícia. Tenho só feito muitos telefonemas aos senhores e dito os disparates de que me lembro sem ser mal-criada, mas sendo muito chatinha. Vamos ver se pega.
Como os senhores das obras também se prolongaram por mais esta semana, ainda não me mudei. Mas basta eles dizerem que não voltam e nós dormimos lá.
Hoje à tarde sou capaz de ir para lá aparafusar móveis. Agora é ver se me lembro de como se aparafusam todos os móveis do Ikea, quando já não tenho as instruções comigo.
Devia era arranjar uma aparafusadora, porque acho que vou ficar à rasca das mãos.

21 abril 2010

bolas!

Eu sabia que as coisas não podiam correr bem, nem sequer apenas um bocadinho mal.
Agora que parece que a mudança de casa está iminente tenho o problema do andaime dentro do prédio, que impossibilita que haja mudanças como deve ser e que coisas maiores sejam trasnportadas, além de que outras como frigoríficos, fogões e máquinas de lavar são completamente impensáveis.
Há cerca de 3 semanas tinham dito que tudo sairia dali para a semana. Como se vê não saiu. Segunda-feira falei com o responsável, que compreendeu tudo muito bem e que ia pedir já para tirarem os andaimes, mas não pediu. O meu prazo termina amanhã.
Se amanhã ainda lá estiverem acho que vou à polícia fazer queixa. Mas vou logo. Não vou esperar mais.
Não vou esperar que pintem o prédio para mudar de casa ou cozinhar, ou lavar-roupa ou beber uma cerveja fresca.

Já estou possessa e o raio do homeme mora em Sacavém, ou seja, desmotiva logo qualquer ideia de lhe ir pedir satisfações cara-a-cara ou pregar-lhe um soco.

19 abril 2010

Não pintei, não lixei, não fiz nada.
Por causa do arranjo do chão está tudo de pantanas e eu não pude fazer nada.
Choveu em vão...

16 abril 2010

casinha, doce casinha

É que não consigo pensar noutra coisa: casa, casa, casa, casa.
Ontem fui lá vê-la e já se vê o soalho, tinha um alçapão para o sótão, a casa-de-banho já tinha chão e paredes e até a sanita. Na cozinha puseram uma torneira provisória da qual sai água !!!. Quase que parece uma casa. Estou desejosa de ir para lá este fim-de-semana pintar e lavar e esfregar. Tudo. Carregar já algumas coisas lá para cima e até levar os sacos cama e colchonetes para o caso de me dar uma inércia invencível que me impeça de regressar a casa dos meus pais.
O senhor do chão disse que para 4ª feira ficava pronto. Será? Depois ainda falta pintar o rest0. Sim, porque eu agora só posso pintar uma despensa, a cozinha e talvez a marquise.
Hoje de manhã, no autocarro, já sentia que ali não era o meu lugar, aquele não era o meu percurso, aquela gente toda não são as pessoas que eu devo encontrar todos os dias no transporte público. São outras, que estão à minha espera na linha verde.
O que eu desejo a linha verde e fazer apenas duas estações de metro para chegar a casa. A miúda vai deixar de adormecer, vou deixar de a carregar ao colo, mais à mochila dela, mais aos dois guarda-chuvas e mais à irritação que estas situações me causam.
De manhã também vamos ter mais tempo, vai ser tudo mais rápido e vou deixar de a apressar para sair do quarto já toda vestida. Pode tomar o pequeno-almoço em pijama e vestir-se depois. Até eu posso fazer isso.
Ela vai poder fazer barulho sem incomodar ninguém, porque não há ninguém para incomodar. Estou lá eu, mas aguento. Vou parar de a repreender porque corre, porque canta, porque salta, porque se pendura na porta, porque agarra nisto ou naquilo, porque faz desenhos na mesa ou no chão, porque agarra num copo de água que não é dela, ou quer comer as bolachas dos outros. Vai ser tudo nosso.
E à noite não vou ter me deitar ao mesmo tempo que ela e ela não vai deitar-se apenas quando eu me deitar também: vai ter o seu quarto, a sua cama, e vai perceber que quando tiver sono a única coisa que tem de fazer é ir para a cama, mesmo que eu ainda esteja acordada.
Eu poderei ter o computador ligado, com a certeza de que ela dorme na mesma.
Quando chegar a casa cansada do trabalho, chateada com qualquer porcaria que me tenha acontecido, terei o direito de estar assim, de trombas, o tempo que quiser, sem ter de cumprimentar ninguém e ser sociável e simpática quando o meu estado de espírito é totalmente outro.
Às 6ª terei de novo a manhã para mim: acordar sem pensar em acordá-la, se é tarde ou cedo, se vamos chegar atrasadas, se vai haver birra. Tão bom!...

É tudo isto que significa para mim a minha casa. E muito mais... Quero-a tanto!

14 abril 2010

casa

Oh! A minha contagem decrescente diz que daqui a 14 horas mudo de casa... Enganou-se.
Felizmente tenho outra contagem que diz que daqui a 49 dias é que a casa está completamente pronta (assim, sempre dá para aguentar a espera).
Hoje sonhei com a casa, mas não era nada de concreto, era só a casa - mudar, ter uma casa, ter uma sala, um quarto, uma cozinha, as paredes pintadas, o chão lavado, alguns móveis. Era uma coisa dispersa. Talvez tenha sonhado com um sentimento de casa.
 
 

12 abril 2010

ontem e hoje


Fui finalmente conhecer uma escola nova de escalada. As vias não foram estimulantes e a minha performance também não, mas ainda assim valeu a pena, por três motivos:
1) a paisagem espectacular da Arrábida
2) tomar o meu primeiro banho do ano
3) conseguir suplantar a vergonha e tomar o banho em roupa interiror.

E devo dizer que, a nível pessoal, o ponto 3 foi o mais importante de todos. Lembro-me de milhões de vezes, de o pessoal ir todo para a praia, ou pisicnas ou seja o que for, e toda a gente ir tomar banho em roupa interior e eu fiquei sempre envergonhada, seca, vestida, à parte a olhar para os outros a divertirem-se.
Ontem, tive a minha luta interior, e venci-a. Devo dizer que contribui muito para esta vitória o facto de, dos 9 escaladores que lá estavam, 8 terem ido ao banho, dos quais, 5 em cuecas. Eu era só mais uma. E fui. A água estava genial.

Hoje, tive a minha entrevista, que correu bem, mas da qual não surgiu um novo emprego. Ficou uma boa conversa.

09 abril 2010

laxante

Da minha fúria de envio de currículos surgiu agora uma entrevista para a semana que vem. Por um lado fico cheia de medo (sair do sítio onde estou, ir trabalhar para longe da escola da miúda e da minha casa, ter de andar de carro todos os dias, a incerteza de que é mesmo aquilo que quero); por outro fico entusiasmada (trabalhar na área que gosto, sair do sítio onde estou, sentir que há uma progressão na minha vida...) Enfim. Nunca sei o que quero.
O projecto (visto pela net) pareceu interessante e com boas oportunidade de realizar coisas giras.
Logo veremos. A questão mais fundamental será sempre o vencimento/ carga horária.
 
Mas mal desliguei o telefone, depois de marcar a entrevista, passou-me logo a obstipação costumeira.

08 abril 2010

É mentira

Na minha contagem decrescente, intitulada "mudar de casa", faltam 6 dias. Faltam mais.
Mas quantos?!
 

03 abril 2010

Páscoa, fim-de-semana prolongado, visita aos avós

 
 
Numa aldeia no Alentejo Alentejo, o Baixo, vivem várias pessoas idosas, quase todas com algum laço de família.
Quando de visita a um familiar, visitam-se logo dois ou três. Com o passar do tempo, as visitas transformam-se nalguma coisa próxima de uma visita de médico: ainda que sem a credenciação necessária, de casa em casa vamos vendo a evolução dos estados de saúde (que verdadeiramente quer dizer "a evolução do estado da doença"), ouvimos as queixas, damos os nossos conselhos e vamos embora, desejando melhoras e com a promessa de regressar.
 
Se é infalível que cada dia que passa os nossos avós ficam mais velhos e, em geral, mais fracos; torna-se doloroso ver a que ponto a doença e a velhice derrotam uma pessoa que sempre vimos com imensa energia. E é difícil fazer de conta que está tudo bem e continuar a falar das diabruras dos nosso filhos, quando temos as dores dos outros escarrapachadas à frente das nossas caras.
 
Vamos embora e pensamos "Ainda bem que viemos. Temos de voltar em breve." Mas geralmente o "em breve" é demasiado longo.