15 março 2010

o presente

Nada melhor que um bom fim-de-semana de sol, cheio de ar puro, rocha, arranhões e dores nos músculos, para recomeçar em força a vida, depois de uma clausura terapêutica.
Agora, com a ligadura na cabeça, a miúda parece cada vez mais rufia. Então, sentadinha na esplanada, com uma perna por cima da cadeira, a ligadura meia à banda, a cair sobre os olhos ou quase só no alto da cabeça, o cabelo a sair espetado por cima, parece um autêntico moço de recados de uma família mafiosa. Mas não é.
É uma bem disposta que nem liga nada à ligadura, excepto quando não consegue ver através dela.
 
Gozamos agora os últimos dias de baixa (visto que depois passo de novo a recibo verde e nunca mais vou ter baixa na vida). Ainda havemos de ir ao jardim hoje e amanhã, depois do hospital, devemos ir ver a casa nova, que já passou da fase da destruição para a da construção. Tenho uma fotografia muito gira da casa-de-banho: parece saída de um filme sobre marginais.
 
Entretanto, já está lido a Teresa baptista cansada da guerra (obrigado pelo final feliz. Estava a ver que aquilo não acabava bem), e já vou no segundo do Dennis McShade. O primeiro era uma paródia qualquer, chamada Blackpot (mas eu não me ri) e o segundo tem uns sonhos estranhos em itálico de 6 páginas que tenho de saltar. Não tenho paciência para sonhos, principalmente se não acrescentam nada à história. Faz parte dos meus direitos de leitora saltar as partes que não me interessam.
 
E é assim... sou uma miúda sem grande futuro, mas com um bom presente ;)

Sem comentários: