01 março 2010

livros

Tantos blogues a falar de livros e leituras levam-me a relembrar os meus contactos com os livros.

Ainda na primária, sempre que saía da escola, no regresso a casa, passava por uma papelaria que tinha alguns livros. Entrava e ficava horas a ler ali. Quase todos os dias. Quando eu não aparecia em casa os meus pais já sabiam onde me haveriam de ir buscar e por vezes até eram os donos da papelaria que me diziam para ir para casa.
Também me lembro de ir a ler no caminho e de por vezes ficar muito tempo parada antes de atravessar a rua, completamente distraída com o livro na mãos.

Não faço ideia de que livros li nesta altura. Sei que Os Cinco, Os Sete, Uma Aventura, a Alice Vieira, e mais uma carrada deles do mesmo género foi tudo.

Depois houve uma fase complicada: quando me fartei dos livros juvenis, mas ainda não estava preparada para os livros do meus pais. Sei que aí me custou um bocado - parecia que não havia nada para eu ler e custou-me começar a ler livros com lombadas grossas.

Mas depois, pronto, fui por aí fora, sem receio. Mais ou menos tudo a eito.

Até há pouco tempo recusava-me a não acabar um livro. Mesmo quando não estava a gostar. Pensava sempre que poderia melhorar no fim, que se calhar tudo aquilo era para no fim haver uma reviravolta que desse sentido à coisa. O primeiro livro que não li até ao fim foi Assim falava Zaratrusta. Quis lê-lo porque dos livros que andava a ler vários eram os que lhe faziam referência. Mas depois desisti. Mais tarde consegui pegar nele e lê-lo a té ao fim, mas foi muito custoso - acho que cada página me fazia cair para o lado com sono. Pouco ou nada me lembro daquilo.

Por outro lado, o primeiro livro que li de uma assentada só (dos de lombada grossa) foi O marinheiro de Gibraltar da Marguerite Duras. Tinha uma personagem que casa com o "rei dos rolamentos de esferas". Não me lembro já o que são os "rolamentos de esferas", mas não passo por essa expressão sem me lembrar de novo do livro.

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