26 fevereiro 2010

empreiteiro

O meu empreiteiro é o máximo: toda a gente gosta dele (e eu também). Ajuda-me muito, simplifica a minha vida e alerta-me para coisas óbvias, das quais eu nunca me daria conta.

Mas para quem perguntar, eu digo: não, ainda não lhe perguntei em quanto mesmo é que ficam as obras e não, também não lhe perguntei quanto tempo vai demorar.
Mas, apesar de não ter feito essas duas importantes perguntas, acredito que não sairei enganada neste processo.

Talvez arranje umas fotos da casa toda destruída para o "antes e depois".

24 fevereiro 2010

madeira

O que aconteceu na Madeira é uma tragédia, mas mais trágico ainda é saber que poderia ser evitado, e que só a sede de poder de uma critura viscosa da qual não escrevo o nome permitiu a desgraça de tanta gente.

trabalho

De vez em quando envio o meu currículo para ofertas de emprego. Faço-o a pensar que talvez até seja bom, talvez até ganhe mais, talvez até seja compatível com a maternidade. Em geral não fico muito preocupada com o facto de não me responderem, mas há uns dias respondi a um que gostava mesmo. Tínhamos de nos candidatar até dia 20. Então, desde dia 20 que ando ansiosa a vir ao email para ver se há uma resposta. Nada. Nada de nada.

Ontem, na reunião geral do meu Centro, onde se apresentam os relatórios de actividades e despesas, mais uma vez eu e a colega que trabalha comigo no mesmo projecto tivemos os nossos vencimentos discriminados, para que depois se dissesse que gastam muito dinheiro connosco. Nós nem 1000 euros ganhamos por mês! Trabalhamos a tempo inteiro, eu há 7 anos ela há 14, e todos os anos temos de ouvir isto, como se nos estivessem a fazer algum favor. E depois, no relatório de contas previsto para 2010, ainda têm a lata de pôr um orçamento com os valores do nosso projecto e outro sem, para se mostrar que nós é que pomos o saldo negativo. Irrita-me! Se tivessem tirado outro vencimento, também teriam saldo positivo.
Chateia-me porque estão sempre a afirmar que fazem um grande esforço para ter dinheiro para nos pagar, como se tivéssemos de estar agradecidas.
O ano passado conseguimos um contrato a prazo e agora passam a vida a esfregar-nos na cara como saímos dispendiosas ao Centro, como se eles próprios não tivessem contratos de trabalho desde o dia em que trabalharam pela primeira vez.

Por isso, gostava muito de ir para um sítio onde fizesse uma coisa que gostava, tivesse mérito e fosse reconhecida por isso, e ninguém me estivesse a fazer nenhum favor.

19 fevereiro 2010

bollycao

Com as nervoseiras em 24 horas comi 4 bollycaos. 4!!! E nem eram dos mesmo bons, eram de outros: uns mais ou menos.
Já há dia que ando à procura de Bollycaos. Primeiro só vi Chipicaos que não tem nem um décimo da piada, depois eram os Bollycaos Caramelo. Até que agarrei num pacote que me pareceu o Bollycao clássico, mas não: era o Bollycao Novidade (com banho de chocolate numa ponta). Finalmente, lá estava: um pacote de 4 unidades saborosas (que tive de dividir com a Mariana). Mas... não me souberam como antes e olhei para a embalagem com mais atenção e li "leite". Qu'é isto?! "Leite"? "Leite" o quê?! Não percebi.
Então lá fui a uma mercearia (nada melhor que uma mercearia para encontrar produtos clássicos e livres de modernices de agradar a minorias) e lá estava o Bollycao, embalagem individual e sem nenhuma legenda, apenas o nome que diz tudo: BOLLYCAO.
Comi-o e, sim, era o original. O tal "leite" era um parente fraco, para fazer menos mal ao alérgicos ao chocolate potente.
Soube-me bem. Era mesmo o que eu queria: o velho Bollycao pelo qual me apaixonei há tanto tempo e que ainda hoje me faz crescer água na boca. (... e borbulhas na cara, muitas...)

O que é que eu faço?

É hoje que começam a partir a minha casa, afinal!
E eu estou aqui com uma dúvida (com várias, mas vou expôr esta) sobre a cozinha.
Eu tenho um daqueles poiais onde se põe o fogão. O empreiteiro diz que devia arrancar tudo, que ficava com mais espaço e podia pôr armários e tal. Mas eu gosto muito daquilo e não queria tirar, principalmente porque depois não posso voltar atrás. Tem um grande pedragulho e pedragulhos daqueles já não se arranjam. Além de que depois que armário é que eu punha ali que desse com os que eu já tenho?
 
Por outro lado, sei que não vou ver o poialinho, porque vai ficar com um fogão e um forno em cima. E se calhar vou ter muito mais trabalho a arranjar uma forma de que me caiba tudo ali (a placa e o forno).
 
O que é que eu faço?
 
 
 

18 fevereiro 2010

...

Muitas vezes me parece que não posso ter grandes planos ou projectos. Se me meto a concretizá-los, por alguma razão não se realizam; se não o faço, fico a pensar que o deveria ter feito.
Isto só para dizer que a minha grande viagem com a minha filha (grande para nós, porque nunca passámos das casas de família) se calhar terá de ficar em águas de bacalhau. Isto porque hoje o médico disse que, após a operação, é melhor ela não andar de avião.
Tinha de ser. Lembro-me quando estava para pagar os bilhetes de avião e estar receosa de o fazer porque alguma coisa poderia correr mal, os amigos perguntavam: "Mas o que é que pode correr mal?" e eu respondia "Há sempre qualquer coisa que pode correr mal." Porque sempre houve qualquer coisa que correu mal. Por isso é que não gosto de fazer planos e de me comprometer: quando há datas certas para as coisas boas, elas acabam sempre por ser datas não marcadas de coisas más.
Enfim, cansa-me viver assim. Parece que nunca posso ficar contente. Já quando fico é com desconfiança e quando se prova que essa desconfiança tinha razão de ser, mais razões tenho para nunca ficar contente com nada.
 
Estou farta de levar porrada da vida.

15 fevereiro 2010

beautiful

Já tenho casa, já tenho luz e já tenho água!!!
Estou quase lá.
Hoje estive lá à espera que viessem os senhores da EPAL e EDP e enquanto raspava a cola da alcatifa do soalho só um refrão me vinha à cabeça: "You're beatufil, that's what you are". E não é porque ache a música bonita, mas porque a minha casinha é ("será" é mais correcto) linda de morrer.

Estou tão contente que cheguei ao trabalho (como é feriado amanhã não está cá ninguém) e já dei imensos saltos, piruetas e rodopiei nas cadeiras.

Para a semana temos a casa destruída e depois não sei quanto tempo demorará a ficar recomposta de novo.

Pelo menos já começou. Iupi!

Nota: esta foto já está desactualizada: agora temos tijoleira no chão e paredes cor-de-vinho.

novidades

Desde há 15 anos para cá, cada vez que eu anuncio a um amigo meu “Tenho uma novidade!” a pergunta que sai disparada do outro lado é “Tens um namorado?...”.

Às vezes ainda anuncio que tenho uma novidade com esperança de que acertem nalguma das minhas expectativas relativamente a outras coisas como casa, trabalho, família, mas não: é sempre o namorado.

E mais: sempre que amigos de longa data me vêem a falar com um rapaz, ou almoçar, ou correr (seja o que for) começam logo a tirar-lhe as medidas para ver se aprovam.

Por isso, no meu aniversário, que é a altura em que consigo juntar a malta quase toda, é já antecipando os olhares revisores dos amigos que convido um novo amigo do sexo masculino.

Enfim, na realidade também eu gostava de ter uma novidade dessas para contar um dia, mas enquanto não tenho anuncio outras coisas que me vão fazendo feliz.

11 fevereiro 2010

princesas

Hoje a manhã estava cheia de princesas. Também cowboys, piratas, espanholas e chinesas.
Mas as princesas ganham sempre: estão nos carros, sentadas nas cadeirinhas; a posar em cima de um banco de jardim antes de ir para as aulas; abrem a porta da sala e dizem "bom dia"; esperam pelo autocarro com o casaco pela frente, para resguardar as asas.
A minha princesa foi disfarçada. Quase parece uma menina igual às outras. Mas eu sei que é minha princesinha, hoje e sempre (mesmo quando arranja um bigode falso para imitar o avô).

04 fevereiro 2010

boas-vindas

Gosto muito de árvores e sempre me meteu imensa pena todas as árvores que são deitadas abaixo por causa de construções.
Quando era mais nova, até costumava ser esta a razão porque ficava acordada até mais tarde, sem conseguir dormir: pensar nas árvores que eram cortadas, depois de terem demorado tanto tempo a crescer.
Bom, agora já tenho carradas de preocupações na minha vida, por isso, quando me dá a insónia posso escolher entre uma variedade de assuntos para ficar o tempo que me resta acordada com uma grande angústia no peito: às vezes é isto, outras aquilo, e muitas vezes até consigo passar de um tema para o outro e mesmo escolher mais que um para me deixar mesmo sem dormir.

Contudo, não poderia de dar as boas-vindas às novas árvorezinhas com quem agora me cruzo duas vezes por dia, quando venho e vou do trabalho. São giras, jeitosinhas e, como todas as árvores, dão logo um novo ar a qualquer bocado de relva. Desejo-lhes os maiores sucessos, que consigam crescer e ter troncos grossos, que os ventos fortes não vos arranquem nem partam, que o frio do Inverno ou o calor do Verão não vos sequen e que nunca sejam abatidas para construção de parques de estacionamento ou seja o que fôr. Tenham sempre pássaros em cima de vocês e um bocado de musgo no Inverno [gosto].

Um abraço da vossa amiga.

02 fevereiro 2010

ilhas

A minha ignorância sobre as ilhas portuguesas é tanta que (no meio dos meus afazeres do trabalho) me calhou registar espectáculos de uma companhia que esteve em 2004 nos Açores, em Velas. A companhia depois apresentou vários espectáculos nas várias ilhas e em localidades diferentes de cada ilha. Tenho então andado a conhecer as ilhas à pala de ter de descobrir onde é Terreiros, Rosais, Norte Grande, Norte Pequeno, Velas, Beira, Urzelina, etc.
Mas depois confundo as ilhas todas e as cidades (isto não é como antigamente, quando as pessoas saíam da 4ª classe com a cantiga de tal modo decorada, que passados 40 ou 60 anos ainda a cantam como deve ser). No meio disto, só queria dizer, humildemente e com embaraço, que achava que a Horta era na Ilha da Horta. Só me apercebi do meu erro ao saber que na "Ilha da Horta" havia um Teatro Faialense: uma ilha da Horta passa bem, um teatro Faialense na Horta é que me faz confusão.
Sorte a minha que no Verão resolverei todas as minhas dúvidas Eh! Eh!