17 dezembro 2009

no Teatro Ibérico


Duas saídas de seguida: uma para ver um filme pouco interessante, outra para assistir a um concerto do Samuel Úria.


O concerto foi no Teatro Ibérico, que me traz algumas recordações.



Quando andava indecisa sobre o que fazer após a licenciatura e me interrogava sobre o meu gosto por teatro, resolvi frequentar um curso de teatro e fui parar ao Teatro Ibérico.


Começámos com aqueles exercícios de sensibilização ou relaxação ou o que é, em que somos plantas, fazemos sons, somos animais, etc.


Lembro-me de uma senhora já mais entradota, que estava delirante com o curso e que queria muito representar. Houve uma cena qualquer que tínhamos de improvisar e ela era muito chata e então alguém resolveu matá-la, para ver se ela saía do exercício. Mas ela levantou-se de novo e disse: "Falhaste!".


A outra pessoa deixou passar um tempo, mas passado um bocado matou-a de novo e, para mostrar que era definitivo, cortou-lhe a cabeça e disse "Está morta.". Mas a senhora não desistia (ela queria mesmo continuar na improvisação) e anunciou "Ressuscitei!". Ninguém mais a matou...



Noutro exercício, em que tínhamos de incorporar um animal, eu decidi ser um flamingo - era só encolher uma perna e os braços. O pior foi que a seguir tínhamos de formar um círculo e andar de forma a que as outras pessoas adivinhassem que animal éramos. Para mim, um flamingo era um animal PARADO com uma perna encolhida, de forma que andar era complicado: ou saltava ao pé coxinho (que não tem nada a ver com flamingos) ou encolhia uma perna de cada vez (que também não tem muito a ver com flamingos, mas menos). Ninguém adivinhou. Acho que ainda tentei ser um mamífero: urso ou cão. Não me lembro... Nunca mais lá voltei.


A não ser ontem: para ver um lindo concerto que valeu a pena e a espera

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